Mesadas

Na sequência dos artigos sobre a introdução do conceito de poupança aos mais novos, vamos hoje falar das mesadas. Como tudo em pedagogia, estes conceitos são sempre relativos, e este é certamente um deles.

A primeira pergunta que surge neste domínio, é a de quando é adequado introduzir o conceito às crianças? Nos dias de hoje, não há enganos, e muito cedo elas tomam consciência do valor do dinheiro. É mais ou menos aceite que a uma idade de seis anos, a criança pode ser introduzida ao conceito de mesada.

A pergunta seguinte é quanto deveremos passar para as mãos da criança, para ela gerir? Independentemente do poder económico, é entendido que isso deverá ser uma função da idade, sendo tal particularmente relevante num contexto de irmãos. Uma regra poderá ser a de um valor em euros correspondente à idade, ou seja uma mesada de 6€ para uma criança de 6 anos.

Um aspecto muito importante da mesada é não associar a sua atribuição à realização de tarefas consideradas obrigatórias! A realização dessas tarefas, como as de fazer a cama, arrumar a loiça, ou outras quaisquer, existem porque as crianças fazem parte de uma família, e não porque são pagas para o fazer.

E que objectivo pode servir a mesada? Em primeiro lugar, para que a criança aprenda a gerir o seu dinheiro. Obviamente, com regras associadas, como por exemplo, a de que os seus brinquedos passarão a ser comprados por ela. Rapidamente ela terá que assimilar que não poderá comprar todos os brinquedos que quereria, e se quiser um mais caro, terá que juntar várias mesadas para o conseguir. Também tomará bem melhor conta desses brinquedos, pois investiram dinheiro e paciência para os conseguirem!

Alguma má gestão acontecerá, obviamente. Mas não se preocupe, pois serão lições rapidamente interiorizadas…

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