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Explosão de cilindros de água

De vez em quando, ouve-se falar da explosão de cilindros de água. Não tão frequentemente como as explosões de gás, mas a verdade é que existem, conforme uma pequena pesquisa na Internet revela.

A ideia que eu tinha era que as explosões eram menos significativas que as de gás. Mas, depois de ver o pequeno vídeo de uma experiência dos MythBusters, visível abaixo, mudei bastante de ideias!

Os termoacumuladores são mais frequentes na região do Porto, por razões históricas, e também muito associados ao aquecimento solar. O vídeo reforça a importância de manter estas instalações em boas condições, para que não ocorram desgraças…

Plástico-bolha protege contra o frio

Plástico bolha

Plástico bolha

Ante-ontem, o nosso leitor Leonardo Miguel apontou-nos na direcção de um vídeo sobre uma técnica de isolamento envolvendo o plástico-bolha. Reconheci imediatamente que tinha tropeçado já na ideia, mas confirmei que nunca o tinha aqui abordado…

Na verdade, há bastante tempo tinha visto este artigo do Build it Solar. A técnica de colocar plástico-bolha é muito simples: basta aspergir um pouco de água na janela, e literalmente ele cola-se à janela! Segundo o site, não deixa marcas, e pode ser mesmo reutilizado vários anos…

Obviamente, a janela passa a ter o efeito de vidro martelado, mas aparentemente é muito fácil tirá-lo e voltar a pô-lo! É igualmente um material bastante fácil de conseguir, sendo muito utilizado em embrulhos. Segundo as medições do mesmo site, podem-se reduzir em 45% as perdas de calor!

Aquecer o chão de uma pista de aviação

Geoaquecimento

Geoaquecimento

Quando fui visitar a Lisbon Mini Makers Faire vi muita coisa que ainda não era um produto pronto, mas que eram excelentes ideias. Uma das coisas que vi foi a ideia de reutilizar o calor da profundezas da terra para aquecer o pavimento à superfície.

O projeto HotRoad.ht, ao contrário do aquecimento geotermal, tenta usar algo que tem sido usado nalgumas casas para partilhar o frio da superfície com as profundezas do nosso planeta. A proposta dos seus autores é que esta ideia irá permitir reduzir o gelo na superfície da placa dos aeroportos reduzindo assim substancialmente o consumo de combustíveis dos geradores com que é feito atualmente.

A ideia parece interessante, mas o produto final apresenta-se ainda muito pouco trabalhado, como podem ver quer pela apresentação através de uma página no Facebook, quer pelo folheto que levaram para a feira e que está nas fotos que tirei. O negócio parece que poderá vir a ter pernas para andar, mas necessita de coisas como um estudo de mercado e um plano de comunicação. Parece-me que, pese embora tenha apreciado muito conhecer a ideia no Lisbon Mini Makers Faire, não seria este o lugar ideal para procurar apoios pois era uma espaço para entusiastas.

Aquecer o quarto sem gastar eletricidade com velas do Ikea

Esta semana decidi enviar esta provocação ao A. Sousa. A ideia parece engraçada de testar, primeiro por opiniometro e depois com termómetros. Lembrei-me da experiência com o Zeer, aqueles vasos para fazer um frigorífico natural, e que o A.Sousa levou para a praia.

A ideia de usar 4 velas é tentadora por poder ser uma forma de poupar na eletricidade, mas as questões são várias. Vão desde os problemas com o consumo de velas e a baixa produção de calor, até ao perigo de incêndio. Talvez voltemos a medir os vasos, agora para o calor.

Sol, cortinas e arejamento

Com o advento do frio, reiniciei as experiências visando o combate ao frio cá em casa. A divisão mais fria da casa é o nosso quarto, com a principal janela virada a norte, pelo que sem nenhuma exposição solar. Tem igualmente duas paredes exteriores, o que também não ajuda nada no Inverno.

Para além de exposta a norte, o quarto tem igualmente uma janela mais pequena, virada a nascente. Por razões de ocupação de espaço, tem tido sempre o estore fechado. Mas, ocorreu-me que estando virada a nascente, que se poderia aproveitar a exposição solar durante a manhã.

A imagem abaixo documenta a evolução das temperaturas dentro do quarto, na última semana. A azul está a temperatura no parapeito da janela virada a nascente. A vermelho a temperatura 20 cm para dentro do quarto, com separação de um cortina transparente.

Temperaturas no quarto

Temperaturas no quarto

No dia 17, o estore da janela pequena esteve aberta. A subida de temperatura foi clara em ambos os termómetros. Nos dias seguintes, com o estore fechado, a temperatura também sobe, mas sem a mesma dimensão. No último dia do gráfico, 21 de Novembro, as temperaturas baixaram significativamente, em função de um baixar das temperaturas exteriores, e de um céu nebulado.

O gráfico evidencia igualmente a importância de uma cortina simples. Note-se como durante o dia as duas temperaturas são próximas, mas como baixam de forma muito mais significativa entre a cortina e a janela durante a noite! Note-se igualmente o impacto do arejamento, com a descida das temperaturas, e respectiva subida depois do fecho das janelas, devido à inércia térmica do quarto.

Estores venezianos

Há dias tive oportunidade de monitorizar as termperaturas dentro e fora de uns estores venezianos. Uma das dúvidas que me ocorreu era a de se a orientação das ripas dos estores teria algum impacto na temperatura interna. Eles estavam numa janela orientada a nascente, sem qualquer estore exterior. Durante a noite, até cerca das 22 horas, verificou-se aquecimento do ambiente anterior, mas depois o aquecimento era desligado.

Medição de temperatura em estores venezianos

Medição de temperatura em estores venezianos

A hipótese que coloquei era que a orientação das ripas dos estores poderia influenciar a temperatura interior. Como se pode observar na imagem ao lado, em que a janela se encontra do lado esquerdo, a orientação das ripas do estore permite supor que o calor do interior da habitação, do lado direito, suba facilmente e se escape para a janela, e daí para o exterior.

Mas, primeiro, comecei as medições com a orientação inversa. O resultado dessas medições é o gráfico abaixo. A temperatura no interior dos estores, a vermelho, é naturalmente mais elevada. Na presença de temperaturas mais elevadas, a diferença para a temperatura no exterior dos estores, a azul, é de cerca de um grau centígrado, diferença que diminui ao longo da madrugada, mas que se manteve particularmente estável. Interessante é a subida de temperaturas exterior, logo após o raiar do Sol, ainda que num dia particularmente nublado.

Temperatura dentro e fora de um estore veneziano

Temperatura dentro e fora de um estore veneziano

No dia seguinte, e já com a orientação da primeira imagem acima, registei as diferenças de temperaturas. Ao contrário do que esperava, os dados não suportam a hipótese que avançara! Uma ligeira maior diferença de temperaturas até contraria essa mesma hipótese, mas outros factores podem contribuir para tal. Em particular, as temperaturas externas, embora nessas duas madrugadas, segundo os dados do IPMA, as temperaturas mínimas tenham sido idênticas na região.

Temperatura dentro e fora de um estore veneziano

Temperatura dentro e fora de um estore veneziano

Esta experiência serve por isso para demonstrar que nem sempre a teoria, as nossas teorias, estão correctas. E por isso gosto tanto de fazer estas medições! Que pelo menos confirmam a eficácia térmica da barreira dos estores venezianos, à semelhança do que já havíamos verificado, por exemplo, para as cortinas.