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O perigo do Radão

O radão é um gás radioactivo, inodoro e incolor, pelo que não o podemos detectar com os nossos sentidos. O radão é normalmente a maior fonte de radiação a que estamos sujeitos, sendo inalado pelos pulmões. Nos Estados Unidos é mesmo a segunda causa de morte por cancro de pulmão, apenas atrás do tabaco.

Muitas vezes preocupamo-nos muito com as emissões de radiações, esquecendo-nos que elas nos podem estar a entrar em casa todos os dias! Neste artigo, Alcides Pereira explica que há locais em Portugal onde as concentrações são das mais elevadas do Mundo! Como se pode ver no mapa acima (adaptado deste documento do ITN), as concentrações deste gás são maiores no norte e centro do País.

O maior problema é o da acumulação de radão nas nossas habitações. Como ele emana do solo, e mesmo das rochas utilizadas na construção, uma das soluções mais eficientes é selar as fendas existentes no pavimento ou paredes. A ventilação é igualmente uma boa solução para este problema, embora seja visível no mapa que tal prática não é a ideal para os locais onde existe maior probabilidade de ser afectado por este gás, especialmente no Inverno…

Se vive numa das zonas com maiores concentrações de radão, não entre em pânico! Procure saber se na sua localidade já terá sido efectuado algum levantamento; tal já ocorreu em alguns concelhos, e pelo menos Oliveira do Hospital já tem mesmo um mapa de risco. Se concluir que a sua casa tem riscos acrescidos, então poderá ser útil medir as concentrações de radão. Tem um custo (menor se for associado da DECO), mas pode vê-lo como um investimento…

Podcast do Poupar Melhor – 2ª emissão

Poupar Melhor já está no iTunes

Desta vez conseguimos produzir o episódio em menos tempo que da última vez, mas este tem mais tempo de duração que o anterior porque me esqueci de ligar o cronometro quando iniciámos a gravação.

Falamos sobre Arejar a casa e a criação das humidades das casas, Gaiolas de Faraday e a Bento para levar o almoço para o trabalho, mas também sobre coisas que ainda não publicámos como Wifi e Obsolescência programada.

O podcast já está inscrito no iTunes para ser listado na diretoria. Para subscreverem diretamente podem usar o url http://www.pouparmelhor.com/podcast/.

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Arejar e poluição

Num artigo anterior, sobre o arejamento das casas, havíamos referenciado como seguir o pó no ar. Outro factor importante é a poluição atmosférica, que pode condicionar a qualidade de ar que nos entra em casa.

Neste site da Agência Portuguesa do Ambiente, podemos seguir a qualidade do ar em várias regiões do País. Na imagem podemos observar um dos dias do início do mês, observando-se vários locais com qualidade do ar menos boa…

O problema é que o tema da poluição não é propriamente fácil de prever… Em determinados locais, o sentido do vento pode ser determinante, podendo ser a diferença entre ter um ar limpo ou poluído. Noutros locais, a poluição é cíclica. De acordo com este site, a qualidade do ar é pior ao final da madrugada. Faz um certo sentido, pois durante a noite as plantas respiram CO2, enquanto que durante o dia o CO2 é consumido pelas plantas. Ainda assim, em cidades com pouca vegetação, ou durante o Inverno, esta teoria não será tão válida… Segundo esse mesmo site, os melhores períodos para arejar serão entre as 9 e 11 da manhã, e das duas 14 às 16 horas da tarde, quando genericamente o ar será de melhor qualidade.

Arejar a casa de forma natural

Como já referenciamos neste artigo, o arejar de nossas casas é uma acção importantíssima na manutenção da qualidade do ar interior. Neste artigo abordaremos a forma como o ar se movimenta naturalmente dentro das nossas casas, e se essa circulação está de acordo com o objectivo normal, que é fazer sair o ar pelas divisões de serviço, nomeadamente a cozinha e casas de banho.

O movimento do ar tenta manter um equilíbrio em termos de temperatura e pressão. Tipicamente, a corrente de ar estabelecer-se-à entre a fachada que está à sombra e a que está ao sol. Neste caso, o ar mais fresco junto à fachada à sombra, tenderá a atravessar a casa, através das janelas abertas, frinchas ou outras entradas de ar, saindo para os locais mais quentes, refrescando a casa no processo.

Outro aspecto da temperatura está relacionado com a maior leveza do ar mais quente, que tende a subir, como já observamos em várias situações. O ar viciado, nomeadamente da respiração, porque está mais quente, tende também a subir. O mesmo acontece com a maior parte do ar usado e com toxinas. Quando esse ar mais quente alcança uma superfície mais fria (eg., nas janelas, no Inverno), ele arrefece e volta a descer, criando uma corrente de ar. Estas correntes de ar são tanto maiores quanto maior for o pé alto das habitações, pois são maiores as diferenças de temperatura.

Estas correntes de ar podem jogar, ou não, a nosso favor. Outras condicionantes podem influenciar também essa circulação de ar, como é o caso dos ventos prevalentes. Em qualquer caso, essa circulação pode ser condicionada por diversas técnicas. Fechando as portas das nossas divisões anula essa circulação, o que pode ser interessante nos casos em que queremos preservar o calor/frio dentro da habitação. Abrindo determinadas portas/janelas, podemos condicionar doutras formas essa circulação. Nunca devemos é esquecer uma das máximas, que é fazer sair o ar pelas divisões de serviço…

Pó no ar

Num artigo anterior, havíamos falado sobre o arejamento das casas. Há muitos factores que podem influenciar a qualidade desse arejamento. Um dos mais interessantes que eu conheço está relacionado com a quantidade de pó no ar. No Inverno, a quantidade de pó no ar será menor, enquanto no Verão a quantidade é tipicamente maior.

Este site mantém uns gráficos interessantes sobre o pó no ar, no norte de África e Europa do Sul. Na imagem abaixo podemos ver uma previsão para estes últimos dias. Como podemos observar, não há pó no ar vindo de África, neste momento. Comparem essa imagem com a referenciada neste link, relativa ao mês de Agosto do ano passado.

Como é fácil de perceber, arejar a casa para deixar entrar o pó em casa, não será a melhor estratégia!

Arejar a casa no Inverno

Quando se fala de poupança em termos de aquecimento, é muito habitual fugir-se à questão de como arejar as nossas habitações. E este tema coloca-se essencialmente no Inverno, quando arejar significa quase sempre deixar entrar o ar frio! Em zonas com climas mais frios, é habitual o recurso a sistemas de permutação de calor, que visam justamente evitar essas perdas, mas esses sistemas são ainda bastante raros no nosso País.

Arejar as habitações é necessário por diversas razões, nomeadamente para extrair o ar viciado que resulta da respiração humana, retirar as humidades, ou mesmo os maus cheiros. A ventilação deve ser efectuada com cuidado, e muitas vezes podemos (ou necessitamos mesmo) recorrer a meios mecânicos de ventilação, como é o caso por exemplo dos exaustores das cozinhas. Estes meios mecânicos são muitas vezes preciosos na correcta orientação da corrente de ar que se forma. Assim, por exemplo, abrir-se a janela da casa de banho pode encaminhar eventualmente a humidade mais para dentro de casa, quando o objectivo é extraí-la… Idealmente, o ar deve sair para o exterior pelas divisões de serviço, nomeadamente a cozinha e casas de banho.

Neste primeiro artigo evidenciamos pois a importância do acto de arejar, em detrimento da preservação de calor. Porque é muito importante garantir a qualidade do ar na nossa habitação, sendo certo também que as eventuais poupanças de aquecimento, devidas ao não arejar, poderão não compensar uma pintura ou renovação da casa. Em próximos artigos procuraremos trazer exemplos de práticas de arejar que procuram conciliar as várias variáveis envolvidas…