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Probabilidades do Euromilhões?

Já aqui abordamos várias vezes o Euromilhões. Os leitores atentos conhecerão o artigo sobre o nosso melhor conselho sobre como ganhar no Euromilhões: não jogando! Também referimos a evolução dos pequenos prémios, e antes havíamos referenciado alguns dos impactos derivados das alterações efectuadas em Maio de 2011.

Depois das alterações de 2011, o Euromilhões voltou a sofrer alterações há cerca de um mês. As mais badaladas foram obviamente o aumento do valor da aposta para 2.50€, um aumento de 25%! Com muita publicidade ao Milhão, a maioria dos jogadores não terá percebido o que aconteceu…

Para mim, o mais relevante que aconteceu foi a introdução de mais uma estrela, a 12ª estrela. Foi enfiada à socapa, mas isso é o mais relevante! Com mais uma estrela, as probabilidades de acertar na chave completa passaram a ser de 1 em 139 838 160. Como as probabilidades anteriores eram de 116 531 800, é fácil de ver que as probabilidades de acertar no Euromilhões passaram de repente a serem 20% (exactamente 20%, o que é óbvio em termos matemáticos!) piores do que já eram, e que já eram piores que más!

Se olharmos para a versão inicial do Euromilhões, prévia a 2011, a coisa fica ainda mais preta! Na altura, a probabilidade de acertar no Euromilhões era de 1 em 76 275 360, o que significa que agora é 83.3% mais difícil acertar que há 5 anos atrás! Para mim, intuitivamente, o recente aumento de uma estrela só deverá ter um único significado: os Europeus devem estar a jogar cada vez menos, pelo que este terá sido uma forma de tentar manter as receitas neste jogo. É que isto determinará cada vez mais jackpots, a única motivação que continuará a atrair as pessoas ao jogo. Vou ter que escavar mais fundo para ver se isto será verdade…

Mais estatísticas de azar

Na semana anterior falamos sobre algumas estatísticas regurgitadas da lotaria do Reino Unido. Foi delas que me lembrei imediatamente quando vi esta semana este artigo do Visual Capitalist, a referenciar como a lotaria é uma taxa regressiva sobre os mais pobres…

Esta é uma ideia recorrente que eu tenho, e que obviamente não se aplica unicamente às lotarias. Por cá é a raspadinha e o euromilhões que mais contribuem para enganar os mais pobres, os incautos e outros…

Infelizmente, por cá não há estudos destes, que eu saiba, mesmo que requentados. Mas olhando para o artigo do MetroCosm, onde foram publicados os dados originais, dá para perceber que o vício do jogo é realmente gigantesco. Nos EUA, cada família gasta em média 630 dólares, só na lotaria, enquanto o Governo gasta cerca de um bilião de dólares por ano a encorajar o jogo.

Para além de muita outra informação, está disponível um infográfico que explica o que acontece a um dólar jogado na lotaria. Por cá, não será muito diferente:

Paraonde vai um dólar na lotaria de Nova Iorque

Paraonde vai um dólar na lotaria de Nova Iorque

Estatísticas milionárias regurgitadas

Algumas vezes, até as crianças fazem melhor (retirado daqui)

Algumas vezes, até as crianças fazem melhor (retirado daqui)

Há várias semanas li um artigo onde se reclamava que num estudo de 2015 da Camelot (equivalente aos Jogos Santa Casa no Reino Unido) se tinha chegado à conclusão de que 44% dos milionários ficavam na falência passados 5 anos.

O número era suficientemente interessante para merecer uma investigação melhor! Como era um estudo recente, não deveria ter dificuldades em chegar aos dados originais. Em quase dois meses, voltei a descobrir como a informação mastigada e regurgitada vai alimentando a Internet! E como foi um dos maiores desafios de encontro de dados aqui no Poupar Melhor, comecei a alimentar um “diário” do desafio a que ia dedicando um minuto aqui e outro acolá…

O site do Statistic Brainer tem uma página com várias estatísticas sobre a lotaria. Tem no fundo da página uma referência para uma “verificação estatística” que diz que a investigação é de 2016/01/12 e que a fonte é a própria “Camelot Group PLC”. Outra página que aparece frequentemente associada a esta temática é este artigo de Fevereiro de 2015 do The Richest, onde se percebe que estamos a falar dos mesmos valores… O artigo refere que o estudo da Camelot é do ano anterior, pelo que de 2014.

Passei então a pesquisar os sites da Camelot, e de várias instituições associadas ao jogo em Inglaterra. Pesquisei no Google, limitando os resultados por períodos de tempo cada vez mais antigos. Foi assim que descobri um estudo da Camelot de 2012,  por altura do registo de 3000 milionários na lotaria inglesa. Uma leitura atenta do documento revelou que não havia qualquer referência a milionários falidos.

Depois de mais tempo perdido, comecei a perder a esperança. Até que noutro dia me lembrei de juntar o Arquivo da Internet à equação. Um dos primeiros saltos foi à página do Statistic Brainer, onde descobri que a versão mais antiga disponível, de 2012, refere outro estudo da Camelot, só que agora de 2006! Pouco tempo depois identificava um estudo de 2006, da Universidade de Nottingham, sobre os efeitos da lotaria na felicidade, satisfação e humor dos vencedores. Infelizmente, nenhuma referência a 44%…

Continuei a recuar no tempo, à procura da mensagem mais antiga envolvendo os 44%. Até que seguindo links, fui ter a uma mensagem num arquivo de listas da Internet,  onde se falava nos 44%, mas numa perspectiva diferente. Todavia, a leitura das restantes estatísticas confirmava que se trataria do mesmo estudo!

O estudo em causa, Winning The National Lottery Is Good For You!, foi realizado em 1999, e publicado em Novembro desse ano. O estudo, na verdade realizado pela Ipsos MORI, refere todavia o seguinte:

On average, the winners have so far spent 44% of their winnings

Ou seja, 44% não foram à falência, mas sim, em média, cada um dos entrevistados tinha gasto 44% daquilo que tinha ganho. E, olhando para a ficha técnica do inquérito, foram 249 os entrevistados, entre os que tinham ganho pelo menos 50 000 £, dos quais 111 com um prémio superior a um milhão de libras. E, note-se ainda que não foram 5 anos para cada milionário, mas nos anos de 1994 a 1999, pelo que presume-se que em média os premiados teriam-no sido em média nos últimos dois anos e meio…

Enfim, este parece ser mais um exemplo claro do lixo informativo que permanece em grande parte da Internet. Pode ser que a minha análise esteja errada, e por isso se o leitor encontrar mais alguma peça deste puzzle, digam-no! Mas o que ele revela é que o bom hábito de linkar para a informação original se vai perdendo quase que definitivamente nesta rede global. E, como no jogo do telefone estragado, o que sai no final quase nunca é fiel ao original!

Aventuras retro de outros tempos

scummvm logo

ScummVM logo

O ScummVM é o motor de base que permite jogar aquelas aventuras gráficas que se faziam para o computador há muito, muito tempo. A estes podemos chamar mesmo aventuras gráficas do século passado. Esta já não é a primeira sugestão de origem de jogos que fazemos aqui.

Alguns dos títulos que usavam este motor incluem as aventuras gráficas da LucasArts, como sejam o Monkey Island, Indiana Jones e outras e clássicos do nosso tempo da produtora Sierra como sejam o King’s Quest, Leisure Suit Larry ou o Space Quest. Esta última é uma história sobre um empregado da limpeza de uma estação espacial e as suas desventuras.

Estes jogos inicialmente eram bastante cruéis com os seus personagens e até com os jogadores. Muitos destes jogos não tinham como gravar o progresso e obrigavam o jogador a repetir todos os passos até voltar ao estágio em que se encontrava quando morreu, algo que hoje seria impensável sob pena dos jogadores encherem os fóruns do produtor de insultos e outras prendas.

Algumas destas aventuras começaram agora a aparecer à venda nas App store dos telemóveis e outras lojas digitais, por isso é pouco provável que venham a ser libertas para jogar livremente neste motor. O site do motor oferece alguns downloads diretos de jogos para o ScummVM, mas de certeza que ainda têm lá por causa um cd ou outro com jogos destes que vão gostar de revisitar enquanto não vem o bom tempo.

Um Raspberry Pi Zero mais um Gameboy antigo é igual a um Retro Gameboy

 

Aos nossos amigos que gostam de jogos antigos e construir coisas: vejam este filme e tomem notas.

O autor do vídeo apresenta o resultado de conhecimentos bastantes para recompor as partes do sistema para um novo propósito. A base é um Raspberry Pi Zero, a versão reduzida do RPi.

Nos comentários do vídeo podem encontrar mais detalhes como seja o link para o Reddit onde o autor esclarece algumas questões e as fotos que foi tirando durante a construção do seu RPi Retro.

Nos comentários também está a lista de compras deste projeto. O que não está lá é o custo total ou de todos os componentes, mas nós fizemos as contas:

 

Peça Custo
3.5” display $44.95
Placa Micro USB com porta de energia $1.95
Bateria de 2000mAh LiPo $12.50
Placa de carregamento para a bateria $19.95
Amplificador audio $3.95
Altifalante $1.50
Teensy LC $19.95
Total: $104,75

A isto tudo falta somar o custo do Gameboy original dos equipamentos necessários como a soldadora e outros sem os quais este projeto será muito difícil de fazer.

Depois de concluído, tenho de admitir que o resultado é algo muito mais desejável a qualquer retro gamer que uma qualquer consola portátil moderna do mercado, algo em extinção, mas o custo total não é nada aconselhável.

Jogo do Galo

Ontem foi um dia histórico, com a vitória do AlphaGo do Google sobre um humano, Lee Se-dol, uma das celebridades mundiais do jogo Go. O jogo Go, que vou aprender, é provavelmente o jogo de tabuleiro mais complexo que se joga de forma habitual neste Planeta. Mas há jogos mais simples, e um deles é o jogo do galo. Todos temos a noção de que não é possível ganhar/perder no jogo do galo. Talvez tal tenha ficado retratado de forma sublime no final do filme “Jogos de Guerra”, que também envolveu aprendizagem por parte de um computador…

Ainda assim, fiquei maravilhado com as possíveis soluções para o Jogo que estão disponíveis no xkcd. Como podem ver na primeira imagem abaixo, para quem começa com o “X”, o melhor é jogar numa esquina. Como se pode ver na segunda imagem, para quem joga com os “O”, a resposta correcta é no meio.

Não é fácil “ler” a imagem, mas a ideia é jogarmos na posição dada pelo maior “X” vermelho, esperar a resposta do adversário, e fazer zoom no local onde jogou. A partir daí é retomar o processo.

Como jogar no jogo do Galo

Como jogar no jogo do Galo