Nesta edição digo tudo o que me vai na alma sobre o Apple TV, os interfaces gráficos de utilizador dos televisores e porque uso o XBMC para melhorar isto tudo.
O A.Sousa conta-nos como andou a compilar umas tabelas que nos permitem ver a melhor altura para comprar e consumir frutas e produtos hortículas. Falamos também de um site que nos diz como fazer a leitura do contador de eletricidade.
Não ter televisão em casa ainda é qualquer coisa muito incompreendida. Conheço dois casos interessantes. E sim, não estamos a falar em abdicar do serviço pago de televisão, mas sim da televisão!
A Nielsen, empresa internacional que mede o que os consumidores vêem, nomeadamente na televisão, elaborou há um mês uma análise muito interessante sobre os 5% de Americanos que não vêem TV. Em primeiro lugar, nos últimos anos, a tendência dos que abdicam da televisão é claramente crescente. São actualmente mais de 5 milhões nos Estados Unidos, mais do dobro dos 2 milhões de 2007. Apesar disso, mais de 75% têm todavia um receptor de televisão em casa, mas sobretudo utilizados para visionamento de DVDs, jogar vídeo-jogos ou navegar na Internet.
Quando se fala de visionamento de vídeos, 37% desse grupo fazem-no a partir de computador, 16% a partir da Internet, com percentagens menores a partir do telemóvel e tablets. Observando os números em maior detalhe, percebe-se que são os mais jovens que mais estão a abdicar da televisão.
Olhando para mim, cada vez mais me vejo a pertencer a este grupo. Não é só uma questão de custos ou perda de tempo. É simplesmente a televisão actual não responder às minhas necessidades, objectivos e pretensões… Ao contrário de Youtubes e afins…
Como há boxes e boxes, David Martins efectuou uma nova análise, desta vez a uma box satélite MEO. Mais uma vez constatou que o consumo é praticamente idêntico, quer esteja a funcionar, quer em stand-by. E esse consumo é de cerca de 12 W. E como diz o David, “está sempre a consumir, como se não houvesse amanhã e está sempre quente“.
O David preparou mais um vídeo em que exemplifica como a box poderia ter um consumo minimalista. O vídeo está abaixo, e evidencia claramente como seria fácil poupar na electricidade, se os equipamentos estivessem devidamente desenhados. Outros detalhes estão na análise que efectuou.
O ano passado havia referido que a nossa box cá em casa consumia tanto ligada, como em standby. Um problema, porque à mensalidade do serviço acresciam quase 2 euros de electricidade por mês! A solução que encontrei foi a de ter mais um comando, um comando que verdadeiramente desliga a box!
Mas perceber o que estaria a causar isso na box, era algo que era incapaz de descobrir. Não tenho os conhecimentos necessários de electrónica. Foi por isso que há uns dias lancei esse desafio a David Martins, autor do blog “O engenhocas“. Havia tropeçado num artigo que ele efectuara sobre a fonte de alimentação de uma box, e o desafio era tentar perceber porque as boxes realmente têm esse comportamento de consumo?
David Martins, que é estudante de Engenharia Electrotécnica e de Computadores na Universidade da Beira Interior, elaborou uma análise sobre o consumo de uma box em particular, a box de satélite televes. Num primeiro artigo, David confirma que o consumo de electricidade é praticamente idêntico quando está ligado e em standby. Ele explica detalhamente porque isso se verifica, e documenta isso extensivamente de forma fotográfica. David constata que “estes aparelhos não são projectados com vista à poupança“, e que no caso da box analisada, “a box gasta 9.2W e a única coisa de jeito que faz é ter um relógio a funcionar?!?“.
Felizmente, os operadores estão a começar a acordar para o problema. No início deste ano, a ZON anunciou que as novas boxes permitem poupar 30 euros por ano. O que é o mesmo que dizer que quem tiver as mais antigas gasta 30 euros por ano a mais de electricidade! Felizmente, há esperança quando alunos como o David têm facilidade em compreender o que se passa de errado, e apontar mesmo soluções fáceis para o problema. Não deixem de comprovar isso no vídeo abaixo, retirado deste artigo, em que David evidencia claramente a questão. E não deixem de espreitar o blog d’ “O Engenhocas“, pois certamente contribuirá com muitos mais esclarecimentos úteis e educativos.
O canal TLC tem umas séries interessantes, e já mencionamos aqui exemplos como o Extreme Couponing e o Hoarding: Buried Alive. Em ambos os casos estamos perante séries que nos levam até determinados limites, que me deixam a mim, normalmente, a pensar de forma muito filosófica.
Mas eu não estava preparado para o Extreme Cheapskates! A tradução do termo cheapskate para português não é fácil, mas sovina parece-me o mais adequado. E é disso que verdadeiramente se trata, quando assistimos a alguns excertos da série, que estreou o mês passado na TLC. Alguns exemplos, como o da mulher que faz xixi para um frasco para poupar água no autoclismo, ou doutra que arranja a mobília nos contentores de lixo, são exemplos que me fazem mais que filosofar. É que estamos a falar de pessoas que não estão propriamente na miséria, mas que em vez disso ainda se divertem?
Enfim, não nos verão aqui no Poupar Melhor a sugerir estas coisas. A poupança é suposta ser divertida, mas não deste género:
Recebemos um convite para participar na rubrica Contas Poupança do Jornal de 4ª Feira da SIC e pediram-nos que fizéssemos um resumo com alguns dos ganhos em que as poupanças que aconselhamos se podem traduzir. A reportagem passou ontem, no Jornal da Noite da SIC, entre várias reportagens alusivas ao Dia Mundial da Poupança. Para quem não viu ontem, podem ver no filme, algumas dicas que já aqui abordamos no Poupar Melhor.
Filmagens para a rubrica Contas Poupança do Jornal da SIC
Na altura, o A.Sousa e eu juntámos-nos para sermos entrevistados, mas antes preparámos uma lista com os sound bytes do narrador da peça e que partilhamos convosco. Os sound bytes seguintes não apareceram na reportagem, mas são alguns outros exemplos de ganhos possíveis com as práticas que vos temos vindo a propor.