Terceira etapa: Fazer as contas à greve

Com as filas da Greve, não há como usar um motociclo para não estar dependente destas ou dos transportes públicos, mas a decisão de substituir um carro por um motociclo não pode ser feita sem as avaliarmos quantitativamente o que vamos poupar.

Para calcular a melhor solução para conseguir aumentar a eficiência das deslocações para o trabalho, já identifiquei todos os troços, medi e somei a distancia de todos os troços que compõem os percursos, determinei os valores que entravam para o cálculo e quais os que deveriam resultar.

Para a folha de cálculo do custo diário e para termos comparativos foram tidos em conta:

  • Custo do Gasóleo por litro;
  • Custo da Gasolina sem chumbo 95 por litro;
  • Consumo médio atual;
  • Consumo médio previsto de moto; e
  • Passe Transtejo com parqueamento.

O problema aqui é o custo dos combustíveis. A melhor solução para este problema seria mesmo fugir ao combustível fóssil com um motociclo elétrico, mas o valor inicial de aquisição, a autonomia e a falta de forma de a carregar tornaram a opção proibitiva.

O custo dos combustíveis também é um problema difícil de controlar uma vez que ou está sempre a subir ou também está sempre a subir, e com o gasóleo quase ao preço da gasolina sem chumbo 95, o que irá fazer a diferença será o consumo do veículo e não o combustível.

Para que a opção da moto (motociclo) estivesse em pé de igualdade com as restantes, os seguintes itens foram tidos como custo inicial:

  • Equipamento para 2 pessoas: Capacetes, Luvas, Casacos e Botas;
  • Cadeados;
  • Alarme;
  • Ancora; e
  • Licença de condução para motociclo com mais de 125cc.

Nos cálculos para comparação, todos os veículos tiveram direito a valores para

  • Custo de revisão; e
  • Ciclos de revisão.

Os custos com seguros foram descartados por não serem muito diferentes para o meu perfil.

Como tenho dois carros, provavelmente não será poupado manter um carro parado, com custos de impostos, seguro e outros, por isso coloquei um carro à venda em stand online e também no Facebook. O valor poderá reduzir o tempo que a troca leva a pagar-se a ela própria, mas para questões de clareza a folha de cálculo prevê zero euros na venda, o que permitiu mais facilmente obter uma conclusão.

Para os transportes públicos, contei com as seguintes despesas:

  • Passe Metropolitano;
  • Parque no terminal fluvial; e
  • Passe Transtejo com Metropolitano 22 dias uteis.

Os tempos, não contando com imprevistos, são bastante semelhantes entre a modalidade que usa a opção motociclo e a que usa apenas carros. Aqui, já era de esperar os transportes públicos serem mais demorados, mesmo não contando com a totalidade dos tempos de espera entre ligações e fazerem greve uma vez por ano, pelo menos:

Modalidade Meio  Minutos por dia Totais
Carro e Barco Barco 60 145
Carro 39
Metro 46
Mota e Carro Carro 27 98,6
Mota 71,6
Todos de carro Carro 101 101

O vencedor no tempo será sempre, e desde que não chova muito, o motociclo (mota): consegue fugir ao transito e como vamos ver custa menos por dia que o carro, mantendo a liberdade:

Modalidade Meio  € por dia Totais
Carro e Barco Barco, Metro e Parque 4,15 € 5,83 €
Carro 1,68 €
Mota e Carro Carro 1,01 € 5,93 €
Mota 4,92 €
To dos de carro Carro 8,12 €  8,12 €

Os transportes públicos são o vencedor por uma nesga em custo diário.

Assim ficamos com maior poupança de tempo na moto e maior poupança de dinheiro no conjunto dos transportes públicos. Na questão do tempo e da distância, os transportes públicos são bastante penalizados pois os horários dos transportes públicos são algo incompatíveis entre eles e com a necessidade de ir buscar as crianças antes das 19h30m.

Dois  preconceitos que tinham de ser testados:

  1. Que andar de motociclo permitia poupar; e
  2. Que andar de transportes públicos permitia poupar.

As conclusões não foram todas as que esperava. O dilema aqui parece claro:

  • Poupar tempo; ou
  • Poupar dinheiro.

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