PCs – Poder Calorífico superior

Temos vindo a abordar algumas das variaveis que condicionam a factura dos consumidores de gás natural. Observamos o impacto dos escalões, e como isso condiciona os preços de gás natural. E há bastante mais tempo havíamos referenciado como o gás nos é facturado em kWh, apesar do contador medir m3

Para fazer a conversão entre m3 e kWh, é utilizada a seguinte fórmula:

  • Fator de Conversão (m3 para kWh) = PCS x Fct x Fcp

A própria GALP esclarece qual o significado das três variáveis:

  • PCS = Poder Calorífico Superior do Gás Natural. Valor correspondente à média aritmética dos valores de PCS mensal, relativos a todos os meses já concluídos e englobados no período de faturação. Os valores de PCS mensal são determinados pela média aritmética dos valores de PCS diário correspondentes.
  • Fct= Fator de correção por temperatura calculado pela fórmula 273,15/(273,15+Tgás), em que Tgás corresponde à temperatura média, em ºC, da zona de distribuição.
  • Fcp = Fator de correção por pressão calculado pela fórmula (Pr+1013,25)/1013,25, em que Pr é a pressão relativa de fornecimento em mbar.

Neste artigo, vamo-nos focar sobre a primeira variável, o PCS. Na GALP não encontrei nenhum dado sobre a evolução desta variável, pelo que me virei para o site da DGEG, onde nas Estatísticas Rápidas encontrei valores para esta variável, para os últimos anos:

Evolução PCS desde 2010

Evolução PCS desde 2010

O PCs é medido em MJ/Nm3, e como se pode observar pelo gráfico, tem tido uma evolução sinuosa ao longo dos últimos três anos. Caiu no primeiro semestre de 2012, mas está a recuperar nos últimos meses. Note-se que os valores da DGEG são médias de 12 meses, pelo que as variações mensais serão ainda maiores. Segundo a definição de PCs no Wikipedia, quanto maior o valor, maior a energia libertada por determinado volume de gás.

Segundo este documento da ERSE, “o PCS é medido pelo operador da rede de transporte, sendo publicado com detalhe diário, por ponto de entrega da rede de transporte à rede de distribuição“. Todavia, não consegui  encontrar onde esses dados são publicados…

A parte engraçada é que ainda esta semana a minha esposa se queixava de que o fogão não aquece como dantes. E pediu-me para ver o que estaria mal. E se for mesmo o gás, que é de pior qualidade???

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  1. El intervalo de oscilación en dos años y medio ha sido de un 0,7%. El equivalente en una placa vitrocerámica, por ejemplo, sería una diferencia entre 1000 y 993, es decir, inapreciable.

    Si el fogón no calienta como antes, lo más probable es que esté sucio el quemador antes que un problema en la composición del gas.

    Usted puede encontrar los valores diarios en este sitio:

    https://www.ign.ren.pt/web/guest/historico-monitorizacao-da-qualidade-do-gn

    Saludos,

    Mario

    PD: Disculpen el castellano

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