Temperaturas dentro e fora da janela

Depois de termos voltado a analisar o impacto que o fecho dos estores tem nas temperaturas entre os estores e as janelas, continuamos as experiências na parte interna dos estores. Neste artigo vamos voltar a analisar as temperaturas entre os estores e as janelas, e imediatamente dentro destas, em função do fechos dos estores, e também das cortinas.

Na imagem abaixo, a linha a azul é a temperatura fora da janela, entre esta e os estores, quando estes estão fechados. A linha a vermelho é a temperatura imediatamente dentro da janela.

Temperaturas entre estores e cortinas

Temperaturas entre estores e cortinas

A linha a azul, correspondente à temperatura entre a janela e os estores, seguiu uma evolução muito semelhante à observada no artigo anterior, embora nesses gráficos a cor fosse vermelha. A temperatura sobe imediatamente depois do fecho dos estores, numa amplitude muito semelhante à observada há dois dias atrás.

O comportamento da temperatura na parte interior da janela exibe igualmente uma subida depois do fecho dos estores. Tal significa que também a temperatura interior recupera, o que é o efeito mais positivo no que aos ocupantes do espaço diz respeito. Todavia, quando se fecham as cortinas grossas, a temperatura junto à janela começa a descer, até ao início da manhã. Esta descida depois do fecho das cortinas é igualmente benéfico, pois resulta de mais uma caixa de ar, entre o interior da casa, e o exterior.

Ao início da manhã, quando se procede à abertura dos estores, a temperatura no exterior da janela baixa abruptamente, ao entrar em contacto com o ar frio exterior. Pouco depois, ambas as temperaturas começam a registar subidas, que se intensificam com o aparecimento do Sol.

No próximo artigo abordaremos a diferença de temperaturas no espaço entre as janelas e as cortinas, e dentro da habitação. Felizmente, as temperaturas exteriores têm sido baixas e relativamente constantes, o que permite criar um cenário comparativo assaz interessante.

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  1. Sigo com curiosidade estes artigos.
    Seri interessante perceber se o tipo de estore (aluminio, plástico,…) tem também influência nos resultados.

  2. Off Topic para futuro artigo.

    Possuo na sala e wc focos de halogéneo (50w a 12v e respetivos trasformadores) e que pretendo substituir para focos led.
    1. Que focos led escolher para cada zona?
    2. Os transformadores existentes podem ser usados em led?
    3. Qual a oferta de produto existente?

  3. Rui,
    Os estores de minha casa são em PVC. Dado que o problema é essencialmente um de condutividade térmica, de uma forma genérica o PVC é muito menos condutor do calor de que o alumínio. Mas depois é preciso atender aos “cortes térmicos” e não sei quantas mais inovações neste domínio…
    Quanto aos LEDs é algo que ainda não atacamos, porque estamos a rentabilizar os investimentos em lâmpadas economizadoras que efectuamos nos últimos anos. Mas concordo que os LEDs parecem ser o futuro da iluminação (não venham eles com a obsolescência programada, como fizeram com as incandescentes há quase um século atrás), embora permaneçam quase sempre uma alternativa demasiado cara, e portanto com rentabilidade discutível na maioria dos cenários. Mas vamos atacar futuramente a questão!

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