Evolução das reformas

Nos últimos dias, têm sido muitas as notícias envolvendo a Segurança Social, e como manter a sustentabilidade no futuro. Muitas dessas notícias têm uma conotação política, e por isso muitas vezes não nos contam todas as verdades…

Sendo difícil obter informação isenta sobre esta temática a nível nacional, foi com agrado que me deparei com um relatório muito completo sobre o envelhecimento na Europa. As principais linhas advertem para que que nas próximas décadas, viveremos em princípio até mais tarde e teremos menos crianças. A proporção de trabalhadores a suportar os que estão reformados diminuirá para metade do que é hoje, em 2060. Com base nestes dados, temos alguns elementos que nos permitam perspectivar o que aí vem…

O relatório é muito extenso, com mais de 400 páginas, e por isso tem muita informação. Alguns menos bons, e outros piores. Que abordaremos em vários artigos. Um dos primeiros gráficos não é infelizmente nada promissor. Visível abaixo, verifica-se nele que o rácio entre o valor médio das pensões e o valor médio dos salários irá diminuir em todos os estados membros, excepto no Luxemburgo. O pior é que a expectativa de queda em Portugal, de cerca de 20%, é a segunda maior da União!

Evolução do rácio pensões/salários até 2060

Evolução do rácio pensões/salários até 2060

146º gráfico: o dos gráficos do estado social da união europeia e do download da informação das redes sociais

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana decidimos começar a ler as 400 páginas de um relatório sobre o estado social da união europeia.

Terminamos a lembrar que ainda podem libertar a vossa informação das redes sociais. Para quem ainda não sabe, vamos dizer-vos como fazer isso no Twitter, Google, Facebook e Linkedin durante a semana.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Consumo do ar condicionado do carro

O ar condicionado de um carro tem um impacto considerável no consumo de combustível. Podemos minimizar esse consumo de diversas formas, escolhendo previamente por exemplo um lugar à sombra, pois em caso contrário, há um forno assegurado. Há ainda a possibilidade de abrir as janelas, mas só compensa em velocidades baixas.

O site Nergiza foi mais longe e calculou qual o consumo de combustível quando se liga o ar condicionado. Pegaram num exemplo, pois obviamente variará de carro para carro, e chegaram à conclusão que o ar condicionado poderá consumir entre 0.3 litros e 1 litro aos 100 Km. Noutros cálculos equivalentes, o funcionamento do ar condicionado retira entre aproximadamente 1.5 a 5.3 cavalos de potência do motor.

O site dá conta de mais algumas curiosidades, como o facto de muitos carros disporem de um sistema que desliga o ar condicionado quando pisamos no acelerador a fundo. Referem também que nos carros eléctricos o sistema é diferente, e que nos carros com start-stop o ar condicionado deixa de refrigerar nos semáforos, embora o ventilador possa continuar a passar ar fresco enquanto o evaporador esteja frio. Algumas outras dicas estão ainda disponíveis para contextualizar os consumos destes equipamentos.

Preparar um tremor de terra

Sismo

Sismo

Um tremor de terra, um terramoto, um sismo, é provavelmente um dos cataclismos que potencialmente teremos que suportar no futuro próximo, especialmente no sul de Portugal. Sendo impossíveis de prever, pelo menos com a tecnologia actual, podemos ao menos ter interiorizado como nos preparar para reagir no caso de tal vir a acontecer. Mas sabemos que acontecem, e quando acontecem, como foi o caso recente do sismo do Nepal, aparecem sem aviso…

Saber o que fazer num caso dum sismo é algo que vagamente sabemos. Em muitos anos de navegação pela Internet, num encontrei um site ou um documentos que me chamasse verdadeiramente a atenção. Até tropeçar neste PDF da FEMA, uma instituição dos Estados Unidos.

Obviamente, parte do documento reflecte a realidade dos Estados Unidos, mas tem condensadas muitas dicas, algumas que já sabia, outras que ainda não interiorizei, e outras uma novidade. Aqui destaco algumas das que considero mais importantes:

  • Fixar à parede, ou por outro meio, objetos que possam cair/tombar durante um tremor de terra. Dar especial atenção onde passamos muito tempo, nomeadamente sobre a cabeceira da cama. Dar igualmente atenção a objetos preciosos e/ou caros.
  • Praticar como cair, nos proteger e agarrar. Aparentemente num sismo, pode ser muito difícil nos mantermos de pé, e sermos facilmente derrubados…
  • Planear como manteremos contacto com a família. Num terramoto forte, pode contar com a sobrecarga de comunicações, ou mesmo a sua ausência…
  • Planear uma reserva de alimentos e água. Esta reserva pode ser útil noutras circunstâncias…
  • Durante o sismo, protegermo-nos contra a queda de objetos. Um bom local para nos protegermos pode ser por baixo de uma mesa. Aparentemente, debaixo de uma porta não parece ser um lugar particularmente seguro, apesar de o contrário ser frequentemente também referenciado.
  • Depois de um sismo terminar, se existir uma saída, deve procurar um local aberto e distante de possíveis derrocadas
  • No caso de estar próximo do mar, ou de um local a pouca altitude, não se esqueça que se pode seguir um tsunami

O documento têm muitos mais pontos interessantes. Todavia, aposto que alguém saberá de algum bom documento que aborde esta temática da perspectiva portuguesa? Se sim, que partilhe, porque uma perspectiva adaptada à realidade portuguesa seria também muito interessante!

Preparar para o inevitável

Aqui no Poupar Melhor gostamos de gráficos e dados. Também gostamos de saber tudo sobre o que são as nossas coisas e desta vez encontrámos um gráfico sobre a relação das redes sociais com o inevitável: a morte.

Enquanto a maior parte das empresas que temos hoje na internet não mantém os acordos após a morte do utilizador, outras há que nem permitem que este passe para os seus futuros herdeiros os direitos de uso que ele adquiriu sobre os bens digitais. A história de como Bruce Willis lutou contra a Apple foi talvez a mais noticiada porque já sabemos que se um ator famoso tossir, há um repórter lá para relatar. O ator queria deixar a sua vasta biblioteca de iTunes aos seus herdeiros.

Enquanto tudo isto pode não parecer importante de momento, alguns de nós já percorremos o caminho da meia idade. Perguntas como “O que será dos meus filhos quando tudo isto acabar” podem já ter-nos ocupado parte do tempo.

A questão se queremos que o nosso património digital perdure para além da nossa vida já se pode ter colocado. Coisas como este site ou a nossa presença nas redes sociais é algo que queremos deixar aos nossos filhos ou que queremos que seja eliminado após a nossa morte? Podemos querer alguma coisa após a nossa morte?

Na prática não parecem existir muitas opções para quem se preocupe com o que se passe após a sua morte. Passa tudo por optar em confiar em alguém a nossa vontade e dar-lhe os meios para a cumprir ou pura e simplesmente burrifarmos-nos para isto tudo:

  1. Na primeira opção, vamos chamar-lhe a opção “salvar-me da poeira do esquecimento” há muito para dizer. As ramificações são bastantes. Num cenário que se opte pelo controlo total, o ideal poder confiar as credenciais de acesso, login e password, a alguém com instruções específicas do que há a fazer. Já há serviços para este tipo de coisas, mas não há nada nos end user license agreements que obrigue as empresas a manter a nossa informação disponível após a nossa morte.
  2. Na segunda opção, vamos chamar-lhe a opção “que se lixe”, não há grande coisa a fazer, por isso também não vale a pena escrever muito sobre o tema. Quem ficar cá que se desenrasque e limpe os cookies, limpe o histórico do meu browser e avise as redes sociais que eu morri.

Com qualquer uma destas opções, o mais provável é que acabemos por existir para todo sempre como uma sombra, um amigo desaparecido mas sempre presente no perfil de todos aqueles com que nos relacionámos. Um fantasma das redes sociais que não faz likes, nem interage. Brrr…

Digital

Aeroporto de Lisboa e Eficiência Operacional

Num curto espaço de tempo, tive que aterrar duas vezes no Aeroporto da Portela, em Lisboa. Na primeira vez, descrevi a experiência neste artigo. Da segunda vez, decidi cronometrar ao pormenor a experiência…

Mas foi já no taxi que ouvi nas notícias a ideia da ANA melhorar a sua eficiência operacional através da colocação de cancelas nos acessos ao aeroportos portugueses. Tanga! O que eles querem é obviamente aumentar as receitas!

Se a ANA está efectivamente preocupada com a eficiência operacional, então deveria começar por optimizar o fluxo dos aviões e passageiros dentro do aeroporto. Para isso, é só olhar para a cronometragem da chegada de um avião, neste caso da TAP, que aterrou na pista 03 da Portela (sentido sul-norte). Assim aconteceu:

  • 00:00 Avião termina aterragem e sai da pista para o taxiway
  • 03:10 Avião estaciona na parte central do aeroporto e é desligado o sinal de cintos apertados
  • 08:10 Primeiros passageiros descem a escada
  • 08:40 Saio do avião (estava na fila 5)
  • 11:45 Autocarro arranca
  • 16:40 Autocarro passa pela porta onde anteriormente os passageiros eram deixados. Pela janela pode-se ver passageiros doutros voos a passar por lá em sentido contrário…
  • 18:30 Autocarro larga passageiros no topo norte do Terminal 1
  • 21:55 Controlo de entrada para passageiros fora do Espaço Schengen
  • 26:50 Saída para a parte pública do aeroporto

Comparativamente com a experiência anterior do terminal 2, a saída do avião foi mais lenta, mas o autocarro partiu primeiro, pois em vez de dois autocarros ao mesmo tempo no caso da Ryanair, neste caso foram dois autocarros, mas um apenas depois do outro. Perdi provavelmente cerca de um minuto a passar o controlo de espaço Schengen (foi muito rápido e eficiente!). Na verdade, o tempo total foi muito semelhante ao da primeira experiência.

Se a ANA quer realmente então aumentar a “eficiência operacional”, deve explicar porque:

  1. Porque é tão frequente as mangas do Terminal 1 estarem vazias? Será porque as taxas são demasiado elevadas? Todas as perguntas abaixo seriam desnecessárias se esta fosse equacionada!
  2. Se a ANA está verdadeiramente interessada na sustentabilidade e redução das emissões de dióxido de carbono, porque é que não incentiva a utilização das mangas, e deixa de andar a passear os passageiros pelo aeroporto de autocarro?
  3. Porque demora tanto tempo a chegar a escada ao avião?
  4. Porque não são deixados os passageiros onde eram dantes? Cada passageiro leva 5 a 6 minutos adicionais (quando em boa condição física) a passear de autocarro e a percorrer a pé o aeroporto…

Se contarmos os milhões de passageiros que passam pela Portela todos os anos, rapidamente se percebe a quantidade monstruosa de tempo que a ANA nos faz perder!

E os leitores, qual a V/ experiência? Alguém consegue cronometrar a partir deuma chegada nas mangas para vermos a diferença?