Ébola versus outras doenças

Há mais de dois meses, referimo-nos aos receios do Ébola. Desde então para cá, os receios progrediram de forma muito rápida. Não admira, pois a propagação está-se a verificar a uma velocidade muito grande.

Na passada semana vi uma infografia no Expresso, que comparava a taxa de mortalidade de várias doenças, com a respectiva capacidade de contágio. A infografia original é de David McCandless, publicada no Guardian. A infografia original, que reproduzimos abaixo (clique para ver melhor), faz parte da série “Information is Beautiful“, e que já referenciamos aqui no Poupar Melhor, nos artigos das causas de morte do século XX, e dos suplementos alimentares.

A comparação do Ébola com outras doenças evidencia que a sua propagação/contágio é lenta, mas que a sua mortalidade é particularmente elevada. Ainda mais relevante é o facto de que a morte, quando ocorre (em cerca de 70% dos casos actualmente) é muito rápida. E é isso que a distingue de outras doenças, como é o caso da SIDA, que na infografia aparece ainda acima, nos casos em que não é tratada.

ebola vs outras doencas

Ébola e outras doenças (taxa mortalidade vs. contágio)

Germes

Quando falamos de germes e bactérias, temos a noção de que se podem espalhar a grande velocidade. Mas como não os vemos, na verdade não temos uma noção de como se espalham…

No vídeo abaixo, Journey of the Germ, ficamos com uma ideia de como os germes se espalham. A forma como está feito, e a publicidade evidente à empresa Initial, levanta-me algumas dúvidas científicas, mas graficamente está bem conseguido. O conteúdo é todavia enquadrado por Lisa Ackerley, que desenvolve há muitos anos campanhas de promoção de higiente no Reino Unido.

O que é mais caro: metro ou carro

Nem todos passam os tempos ociosos ao fim-de-semana. Há quem se dê ao trabalho de pensar em formas melhores de viver as suas vidas e quem pense em poupar uns cobres no dia a dia.

A conversa não é nova. Aqui no PouparMelhor já tentámos chegar a uma conclusão, mas pretendia-se não só poupar, mas chegar sempre a horas. Aqui o contexto em que vivemos conta muito e por isso a solução não é só aritmética, mas também de valorização das escolhas.

No Twitter a conversa começa sempre por um ou outro twitt provocador. Uma opinião puxa outra e os 150 caracteres obrigam os opinadores a defenderem a sua opinião sem atropelos.

A ideia desta vez era saber se as viagens pendulares eram mais baratas por transportes público ou privado.

A resposta veio a seguir:

Só que nem sempre o problema é mera aritmética. Há quem se esqueça de algumas parcelas:

Como tinhamos visto anteriormente, o problema dos transportes não passa exclusivamente pelo custo incorrido em cada viagem. Não chega contabilizar a soma do preço dos bilhetes e compará-los com o custo da gasolina para nos deslocarmos numa determinadas distância. Há que ter conta outros fatores como:

  • Tráfego nos trajetos;
  • Pessoas a transportar;
  • Impostos;
  • Estacionamento;
  • Seguros;
  • Desgaste e manutenção da viatura;
  • Horários de deslocação.

No meu caso havia também que ter em conta a verba disponível para alteração do transporte próprio porque queria ter a liberdade de movimentos que um motociclo me podia dar. (E deu)

Depois disto, ainda temos de ter em conta o que valorizamos mais:

  1. Tempo;
  2. Dinheiro;
  3. Liberdade.

Enquanto algumas pessoas podem ser obrigadas ou gostar de pensar apenas no dinheiro, mas são estas três as variáveis que tive em conta. No meu caso acabou por ganhar a liberdade e o tempo.

117ª greve: a da greve do metro e da diferença de usar transporte próprio

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana estivemos a falar sobre a greve e os transportes próprios. Aproveitámos para resumir um conjunto de informação que já discutimos aqui em mais detalhe e falar de coisas que não tinham nada a ver com este assunto como a procrastinação.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Greve do metro

Terça-feira será assim no Metro

Terça-feira será assim no Metro

Na próxima terça-feira, dia 21, volta a haver greve do Metro de Lisboa. Independentemente das razões, o importante é saber nesses dias o que fazer para nos evitar transtornos. É porque nos afecta a todos, mesmo àqueles como eu que raramente o utilizam. Felizmente, as previsões da meteorologia são de bom tempo, o que não aconteceu na última greve, em que se misturou greve e chuva

Uma alternativa é procurar utilizar a Carris. Neste artigo, por altura duma das greves passadas, referenciamos um mapa em que os diagramas do Metropolitano de Lisboa e da Carris estão sobrepostos. Para determinados locais da cidade, é a opção mais indicada, dado o incremento de tráfego esperado.

Outra alternativa é começar a pensar que há alternativas ao carro e aos transportes públicos. A opção de andar de mota é cada vez mais comum na cidade de Lisboa. Outras alternativas, como o carsharing, podem não ser para o dia-a-dia, mas para estes dias especiais. Combine eventualmente com alguém partilhar o transporte e os respectivos custos nesse dia. Não se esqueça que andar um pouco a pé também não é um problema, que vale por algum tempo no ginásio, e felizmente vai até ser agradável na próxima terça-feira.

Para quem tem mesmo que ir para a cidade, mas não tem que chegar a uma hora fixa, considere não ir nas horas de ponta. Conforme podemos observar na animação deste artigo, as entradas em Lisboa costumam congestionar em momentos distintos, consoante a entrada. E a consulta do Google Maps pode dar indicações preciosas de como fugir ao grosso do trânsito. No meu caso, utilizo sempre um acesso distinto nestes dias, pois apesar de fazer um grande desvio, ganho muito tempo.

Uma outra hipótese é considerar fazer parte do trabalho que tem a fazer na cidade, fora dela. Pode ser necessário ter um chefe compreensivo, mas se tomar a iniciativa e apresentar um bom plano de trabalhos, poderão sair ambos beneficiados!

Em qualquer caso, o melhor é sempre estar preparado. Planeie a próxima terça-feira, e verificará uma grande satisfação por conseguir evitar problemas maiores. Não se esqueça que há sempre greves, e que o site Hoje Há Greve? tem sempre um calendário das greves previstas.

Compactação de disco virtual

Sou um grande utilizador, profissional e pessoalmente,  de tecnologia de virtualização. Mas, um dos problemas que rapidamente se instalam, é a multiplicidade de cópias e backups, e dos problemas associados. À medida que vamos avançando na utilização de uma máquina virtual (guest), o seu disco vai aumentando, a fragmentação também, e quando se dá por ela, a dimensão do ficheiro pode ser muito elevada.

No meu caso utilizo o VirtualBox. As indicações abaixo são genéricas, pelo que deverão ser adaptadas a outras realidades. São igualmente genéricas, para serem executadas por quem conhece a tecnologia. Em particular, nunca se esqueça de fazer um backup antes destes procedimentos, acto muito simples em ambiente virtuais, pois basta copiar normalmente apenas um ficheiro.

Otimizar um guest Windows normalmente resume-se à desfragmentação do guest, à utilização de uma ferramenta que “zere” (encha de zeros) o resto do disco (eg. sdelete) e finalmente à utilização da ferramenta VBoxManage.

Otimizar um guest Linux é particularmente mais difícil. Em particular no meu caso, dado que utilizo muito o reiserfs, sendo que ferramentas desenvolvidas para ext[234] não são compatíveis.

O problema do Linux tem a ver com a forma como os vários tipos de filesystems tentam evitar a fragmentação. De uma forma geral deixam intervalos entre os ficheiros, e como o VirtualBox aloca pedaços de 1MB cada vez que se escreve numa parte do disco que ainda não está escrita, rapidamente o disco do host (computador onde o guest executa) ocupa muito mais espaço que o espaço ocupado no guest.

A solução neste caso passa por concentrar o disco do guest Linux. A técnica que utilizo passa pela utilização do GParted LiveCD, que permite entre outras coisas redimensionar partições. Depois de saber quanto é que o guest ocupa, redimensiono a partição para um valor apenas ligeiramente superior. Isto liberta o restante espaço do disco para uma partição vazia, eg. /dev/sda… a qual depois pode ser “zerada” com um comando do género ‘dd if=/dev/zero of=/dev/…’ No final, só é necessário voltar a juntar as duas partições separadas.

Antes ou depois deste processo, convém sempre “zerar” a partição de swap. O processo é bastante simples, sendo necessário desactivar o swap, “zerá-lo”, e voltar a criar uma partição de swap no final.

No final, é necessário executar a ferramenta VBoxManage, tal e qual como no caso do Windows.

A utilização desta combinação de procedimentos tem-me permitido compactar muito mais as minhas máquinas virtuais, que qualquer outra combinação normalmente divulgada na Internet. Na elaboração deste artigo, testei-a com uma máquina virtual de 11 GB, mas com apenas 2.9 GB ocupados no Guest. No final deste processo, consigo um ficheiro com 3.2 GB, e só não tem 2.9 GB, porque no processo de junção das duas partições no GParted, ele cresce dos tais 2.9 GB para 3.2 GB… Nas técnicas alternativas, não consegui baixar dos 4 GB.