Offshores e outras engenharias financeiras

Muito se fala por aí nos últimos dias sobre offshores. Numa altura em que o dinheiro é um bem escasso, não falta quem tenha ideias de ir sacá-lo onde quer que o haja… Acontece que o termo offshore não tem uma definição clara. Gosto mais do termo paraíso fiscal, embora também aqui a definição tenha que ser utilizada no sentido lato…

É engraçado que aqueles que tanto criticam as offshores em Portugal têm um problema quando têm que abordar, por exemplo, a indignação da Ministra das Finanças sueca. Que não é só sueca, porque é francesa também

Claro que como bom paraíso fiscal que somos, mas só para os reformados, e só para estrangeiros, até fazemos questão de promover esta oferta lá fora! A única excepção para já serão provavelmente os reformados dos Estados Unidos, por causa de uma coisa chamada FATCA… Que não tardará a ser alargada a outros países!

Poderíamos continuar a arranjar mais paraísos fiscais. Em Portugal, há o caso notável da Madeira. Mas, há mais, muitos mais! Por exemplo, paga-se menos IRS em determinados municípios Portugueses. Como podem ver nesta lista, são poucos aqueles onde isso se consegue, mas logo no início da lista aparece Albufeira, que oferece um desconto de 5% no total do IRS pago. Coisa pouca, que não justificará a mudança para lá… E benesses aos mais diversos níveis existem, quer para os cidadãos, quer para as empresas, como até já referimos aqui. Se eu tivesse uma família numerosa e fosse viver para Albufeira, seria uma atitude criticável?

Há também quem se insurja com o anúncio de técnicas para pagar menos impostos. Uma coisa chamada por alguns de engenharia fiscal, mas que não deixa de ser promovido por entidades como a DECO. Mas, se acham que engenharia fiscal é uma coisa complexa, os Suecos encarregaram-se de mostrar à sua Ministra das Finanças como é que se poupa e ganha dinheiro, à custa do próprio Estado. Não admira pois que ande indignada, e descarregue as suas frustações no nosso Ministro das Finanças…

Apreender uma linguagem de programação

Apreender uma linguagem de programação é algo que pode ser muito simples ou muito complexo. No meu caso começou com um Spectrum há muito tempo atrás. Com livros que arranjava aqui e acolá. Tal como eu, muitos tiram um curso superior onde nos ensinam mais umas quantas linguagens…

Ao longo da vida, normalmente aprendemos mais algumas. A mim tocou-me Lua recentemente… E porque sou daqueles que não tem nada contra um bom GOTO (há outros como eu), andava desesperado por perceber como podia programar determinada sequência em Lua. Até que descobri uma página que nos ensina como fazer GOTOs, ou coisas parecidas, num conjunto enorme de linguagens.

O site Rosetta Code é realmente uma maravilha, porque nos ensina a implementar um conjunto de funcionalidades/algoritmos num universo de mais de 600 linguagens de programação… Perdi-me durante uns minutos, mas foram uns minutos bem perdidos! Em particular na página dos sites semelhantes, de onde destaco o site Learn X in Y minutes. Era aqui que eu devia ter começado quando comecei a necessitar de Lua…

Como terminar uma chamada de telemarketing com apenas uma frase

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Telemarketing

Quem trabalha no telemarketing tem a infeliz tarefa de ligar a alguém para tentar vender-lhe algo. O operador tenta vários números até que, num deles, alguém aceite o negócio que lhe é oferecido.

No meu caso, quando quero comprar alguma coisa, procuro o que há no mercado em lugar de esperar que o mercado me venha oferecer oportunisticamente o que me quer vender. Isso permite-me informar-me e ponderar qual a melhor oportunidade num dado momento.

O operador de telemarketing tem de fazer a venda naquela chamada, enquanto eu quero avaliar outras oportunidades. As duas estratégias são por isso incompatíveis, tornando a chamada uma perda de tempo para ambos, mas o operador de telemarketing tem de fazer a venda e por isso vai insistir.

Já tentei várias respostas para terminar a chamada sem desrespeitar o trabalho do operador de telemarketing, mas há uma que me resolveu recentemente o problema de forma imediata. Basta dizer:

“Não autorizo a gravação da chamada.”

Só isto. “Obrigado e boa tarde”. Terminou a chamada.

Comando remoto com teclado e movimento

Teclado remoto num dos lados do comando

Teclado remoto num dos lados do comando

Já vos tinha contado como vou com alguma regularidade a lojas de eletrónica. Da última vez foi para vos falar de uma coluna de som portátil e autónoma. O dono da loja Techno X costuma referir orgulhoso de como consegue  reduzir o número de comandos num só.

Trocamos muitas vezes experiências sobre como usar os nossos gadgets e como construir novos mais úteis. Quando falámos das minhas experiências no PouparMelhor com o Raspberry Pi referiu-me a facilidade que tinha em comandar o seu com um Pilot Forever SR 100. Este comando remoto permite a configuração de vários controlos remotos por infra-vermelhos num só e tem um teclado e giroscópio incluído.

A experiência é diferente porque não faltam teclas no comando. Está lá tudo. A parte mais engraçada é quando se descobre que é possível, movendo o comando como se fosse um ponteiro, apontar para qualquer lado do ecrã.

 

 

Apple TV, Homekit, Home App, Raspberry Pi e homebridge dá IoT

Works with apple HomeKit sticker

Works with apple HomeKit sticker

A Apple TV e o Home App no iPhone/iPad em conjunto trazem a possibilidade de termos um equipamento à imagem do Amazon Echo na nossa mão. O Amazon Echo era aquela torre que permitia o controlo por voz recorrendo ao Alexia da Amazon.

Com os equipamentos ligados através do HomeKit é possível configurar cenários e regras automáticas. Um cenário ou cena é uma configuração de todos os equipamentos para cumprir uma função, como por exemplo, baixar as luzes da sala quando vamos ver um filme. Já os automatismos podem recorrer a estes cenários ou fazer ações especificas como ligar equipamentos quando chegamos a casa ou desligá-los quando saímos de casa.

Apple HomeKit - Home layout

Apple HomeKit – Home layout

Podemos definir as divisórias da casa e os equipamentos que se encontram em cada divisória. Os serviços que cada equipamento presta aparecem depois junto com o equipamento.

A Apple TV funciona como o servidor central e faz a ligação da casa ao iPhone, quer estejamos em casa, quer estejamos noutro sitio qualquer.

Acontece que nos equipamentos que não estiver o autocolante a dizer que funciona com o Apple HomeKit, não há comunicação. Isto significa quase imediatamente que todos os equipamentos que tenham o autocolante serão mais caros.

Depois de alguma pesquisa na Web, decidi experimentar um mix de Raspberry Pi (RPi), iOS, TVos e outras coisas da Internet (IoT).

Ligado ao RPi tenho um sensor de humidade e temperatura. Para ter estes sensores a prestarem serviços através do HomeKit foi necessário instalar o Homebridge no RPi.

Instalar o node.js necessário para correr o Homebridge, ou mesmo os plugins do Homebridge, é bastante direto.

Configurar cada equipamento e serviço é feito à mão, editando o ficheiro de configuração do Homebridge. A configuração é feita através da edição do ficheiro de configuração em JavaScript Object Notation (JSON), uma forma de trocar dados muito em voga hoje em dia na web.

Home App no iPhone com sensores no Raspberry Pi mediados pelo Homebridge

Home App no iPhone com sensores no Raspberry Pi mediados pelo Homebridge

O resultado é poderem consultar os vossos sensores no iPhone/iPad em qualquer lugar e configurar condições baseadas nesses sensores.

 

Apple TV vs HTPC no Raspberry Pi 2

Apple TV

Apple TV

Comprei recentemente um Apple TV. A Apple TV é um pequeno computador que presta serviços multimédia para a nossa casa.

A Apple TV é a visão da Apple do que deve ser um Home Theater PC (HTPC), mas que, ao contrário do Raspberry Pi com o OSMC, é de longe um equipamento para não-especialistas.

A Apple TV custa cerca de mais €20,00 do que me custou o Raspberry Pi (RPi) e restantes peças para montar o meu HTPC no RPi, mas é muito mais fácil de utilizar e muito mais elegante que a quantidade de fios emaranhados que se tornou o meu RPi.

A Apple TV também não tem tantas opções. O seu potencial é infinitamente inferior ao do RPi por ser uma plataforma fechada, mas para começar a ver filmes e jogar uns joguinhos para jogadores casuais, foi só ligá-lo à televisão, inserir os dados da minha conta iCloud e começar a usar.

A Apple TV funciona como um iPhone/iPad ligado a uma televisão. Ao contrário do iPhone/iPad, o Apple TV lê alguns conteúdos que temos no computador sem necessidade de cabos. Para isso basta ter as App Photos e iTunes ligadas com partilha doméstica.

Nos próximos tempos vamos ter mais coisas aqui sobre a Apple TV e tudo o que é possível fazer com a caixinha preta para além de ver filmes.