O Windows XP não acabou

Contrariamente a muitos relatos do fim do mundo, a Microsoft não acabou com o Windows XP. Apenas arranjou uma maneira de continuar a ser paga para o manter. O modelo de negócio das empresas que nos “vendem” software não passa de um esquema em pirâmide: os novos participantes vão sustentando os que já estão no esquema.

Os vídeos e notícias que anunciaram o fim do suporte ao Windows XP foram daquelas publicidades gratuitas que ninguém se lembraria. O resultado foi o pânico generalizado. As pessoas que não se preocuparam ou não quiseram mudar de sistema operativo antes, também não queriam mudar agora.

Nas empresas a coisa não é muito diferente. Há aplicações que não correm noutro sistema operativo e se os responsáveis ainda não se tinham apercebido que isso era uma má opção, ficaram a saber agora. Os governos do Reino Unido e Holanda vão ficar a saber da pior forma, que é pagando a conta para manter o suporte aos Windows XP sozinhos.

Tenho aconselhado as pessoas a avaliarem a mudança para Ubuntu e adaptarem-se ao LibreOffice se usam o PC para outra coisa que não sejam jogos no Windows. Numa associação de que faço parte, e para que evitem custos de licenciamento, foi o que já fizeram.

Um sistema operativo não tem de ser uma prisão. O computador é vosso. Para o dominarem, há todo o conhecimento que se encontra disponível na Internet.

Armazenamento de comida

Na sequência do artigo sobre a água em caso de emergência, abordamos neste artigo uma das vertentes associadas ao armazenamento de comida. Essa vertente, que afectará certamente muitos outros leitores, é a reduzida capacidade de armazenamento que muitos dos nossos apartamentos têm.

Este artigo mostra-nos algumas ideias muito interessantes de como arranjar espaço para guardar comida, ou outros tipos de artigos. Tem ideias muito interessantes, especialmente aquela prateleira que permite uma sistema de rotação de latas, um pormenor muito importante quando queremos preservar comida, mas não nos esquecermos de ultrapassar o prazo de validade.

Cá em casa, há uns anos, resolvi aumentar significativamente o espaço de armazenamento da nossa cozinha. Por debaixo da mesa, estava um espaço que era ocupado de forma desorganizada. Resolvi colocar uma prateleira por debaixo, ligeiramente acima da toalha, para que não fosse visível. A mesa só é ocasionalmente utilizada para refeições rápidas, e sobretudo pequenos almoços. Já resultou numas quantas caneladas, mas serve o seu propósito, conforme se pode ver na espreitadela abaixo:

Prateleira da mesa da cozinha

Prateleira da mesa da cozinha

Água em caso de emergência

Muitas vezes não estamos preparados para uma emergência. Felizmente, não acontecem muitas vezes. Pode ser um terramoto. Pode faltar a água e/ou a electricidade. Pode haver um temporal muito grande.

Ter água para uma emergência é das coisas mais importantes. Se já lhe faltou a água em casa, quase de certeza se deu conta da sua importância. Quase certamente mais importante que a falha de electricidade.

Num artigo do início deste mês, o site Art of Manliness elaborou um artigo sobre a quantidade de água que devemos ter guardada para uma emergência. Eles sugerem pelo menos 3 dias de consumo, mas o ideal é que seja de duas semanas. Por cada pessoa sugere-se pelo menos 7 litros por dia…

Obviamente, todo o cuidado é pouco na sua conservação. Eles sugerem que a água de rede não seja conservada mais de um ano, mas eu diria que isso é tempo demais. Há diferentes recipientes, de muitos tamanhos, que podem ser consultados no artigo.

Cá em casa, a nossa estratégia é sempre ter água a mais guardada. Consumimos muita água comprada, sempre de garrafões de 6 litros. O que fazemos é rodar esses garrafões, mantendo sempre um stock adequado. Só aconteceu uma vez ficarmos sem água de rede, mas foi por pouco tempo. Por isso, pode parecer excessivo todo este trabalho, mas ele já está interiorizado. Se alguma vez acontecer algo, e esperemos que não, estaremos preparados nesta dimensão.

95º armazenamento: o da publicidade gratuita para o Windows XP e do armazenamento de comida e água

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana falámos de como o não-fim anunciado do Windows XP já se transformou em lucro e publicidade gratuita para a Microsoft.

Falámos também da preocupação do A.Sousa em manter um armazenamento de comida e água pronto para a eventualidade de entrarmos em quebra de fornecimento no país.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Espaço ocupado em telemóveis e tablets

Espaço ocupado no meu telemóvel

Espaço ocupado no meu telemóvel

À medida que vamos utilizando os nossos telemóveis, e também tablets, eles vão-se enchendo. Até ao dia em que recebemos uma notificação de que já não temos muito mais espaço…

No outro dia, vi uma dessas mensagens num telemóvel de um amigo. Fomos logo atacar o problema. Pesquisei por uma app que nos ajudasse na nossa tarefa, e o objectivo era encontrar algo semelhante ao SpaceMonger que utilizo em PCs.

Encontrei o DiskUsage, que nos ajudou a resolver então o problema. Corri então também no meu telemóvel, e para grande surpresa minha, estava também já bastante cheio, como podem ver na imagem ao lado. Estava cheio num sítio onde eu não esperava: uma directoria chamada LOST.DIR. Um sítio onde o Android (e os Linuxs) colocam ficheiros “perdidos”. No meu caso, fiz uma análise aos ficheiros, e consegui apurar que se tratavam de dois vídeos. Após acrescentar a extensão .mp4, consegui perceber que eram dois vídeos grandes que eu tinha efectuado…

De qualquer forma, esta é uma app que promete ser muito útil. A mim libertou-me 7.7 MB! Podem mesmo clicar nas diversas sub-directorias e ir encontrando aquilo que mais espaço ocupa…

Temperatura das paredes

Antes do verdadeiro regresso da Primavera, havia tido a oportunidade de registar as temperaturas em três paredes distintas cá de casa. Para isso utilizei um termómetro a infravermelhos, sendo que os resultados não me surpreenderam…

Medi a temperatura em três paredes: a parede interior da sala, a parede do corredor interno e uma parede externa no quarto mais frio…

Parede exterior

Parede exterior

Na parede externa do quarto mais frio foi observada a temperatura mais baixa, como é visível à esquerda. A temperatura de 15.3 ºC é uma temperatura fria, e por isso é necessário ligar-se por vezes o aquecimento.

Tal não quer todavia dizer que a temperatura do ar ambiente seja de 15.3 ºC, até porque as temperaturas das paredes internas são maiores. A temperatura da habitação tenderá assim para o equilíbrio das várias paredes.

Por sua vez, estas são influenciadas pelas temperaturas exteriores a essas, e como o quarto tem duas paredes exteriores, durante o Inverno tenderão a arrefecer mais depressa.

Neste contexto, a importância do isolamento e das pontes térmicas adquire uma importância significativa!

Corredor interno

Corredor interno

No corredor e hall interno, a temperatura encontrada nas paredes é muito estável. A imagem ao lado mostra-nos uma temperatura dois graus Celsius maior que a observada na parede exterior.

Da diferença de temperatura entre este espaço e os quartos já havíamos falado neste artigo. Já na altura havíamos observado uma diferença de cerca de dois graus, tal como neste exemplo.

Como referimos nesse artigo, fechando as respectivas divisões, contribuiu-se para manter o núcleo da casa mais quente no Inverno, e naturalmente mais fresco no Verão… Obviamente, neste caso as divisões fora desse núcleo sofrem um diferencial de temperaturas maior…

Parede sala

Parede sala

Finalmente, na parede da sala, a temperatura registada é ainda mais elevada. Tal acontece porque a sala é a divisão mais quente da casa. Como se pode observar à esquerda, a temperatura é quase um grau celsius superior ao do hall.

No Inverno, já relatamos aqui como o Sol faz maravilhas. Infelizmente, tal não foi o caso neste Inverno! Por isso, o aquecimento esteve mais tempo ligado. Felizmente, uma boa utilização de várias barreiras térmicas contribuiu para a minimização desse aquecimento…