Vício do jogo

Em tempos de crise, seria de supor que muitos vícios seriam equacionados. Vícios como o tabaco, o álcool, ou mesmo as drogas. Enquanto o tabaco parece estar a ser mais afectado, o mesmo parece não poder dizer-se do alcool e das drogas.

O mesmo acontece a nível do vício do jogo. Em Portugal, são várias as febres. As raspadinhas são neste momento o vício mais comum. Nunca mais me esquecerei da ocasião em que assisti a uma avozinha a comprar uma raspadinha para a netinha, para lhe oferecer como presente de aniversário! Ela concerteza não dominava as probabilidades inerentes, mas já sabemos que os jogos de azar são um autêntico imposto para quem não sabe Matemática. No Euromilhões, é obviamente a mesma coisa…

Há aqueles que argumentam que jogar uma outra vez, não faz mal. Com a mesma convicção que um tabagista defende que um cigarro ou dois, não vicia ninguém. E o que é um charrozito de vez em quando? Pois, o vício do jogo é semelhante! Estudos referem que há em Portugal 16000 viciados e 400000 em risco!

Na verdade, a crise tem aumentado o número de viciados do jogo em Portugal. O mesmo se verifica em países como Itália. Em Espanha já havíamos constatado como o vício é grande, e noutros países a coisa não deve ser muito diferente. Há fundos que ganham muito dinheiro nestes momentos de crise, e em países como a Grécia, a OPAP (uma espécie de Jogos Santa Casa) é a quarta empresa com maior valorização da bolsa de Atenas, e a maior empresa de apostas da Europa.

Para aqueles que querem compreender um pouco mais o vício do jogo, sugerimos o site JogoResponsável.pt. Tem muita informação para ajudar a perceber melhor o problema do vício do jogo, e como eventualmente combatê-lo.

Jogos de azar

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