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Contactar as Finanças

Finanças

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Ontem, dei por mim a rogar pragas ao Ministério das Finanças. Não é pelas razões que pensam, pois estava apenas a tentar tratar dos meus impostos, e queria esclarecer umas dúvidas. Como o site do Portal das Finanças não é um modelo de usabilidade, não encontrei a informação pretendida. O sindicato havia avisado para evitar os serviços de finanças no final deste mês, e eu próprio fui ontem expulso várias vezes, o que não é propriamente uma novidade… A contragosto, liguei para o CAT, pelo número 707 206 707, um número especial que sabia ter um custo potencialmente elevado

Passados 10 minutos de não me atenderem, desliguei.  Só depois, na elaboração deste artigo, é que descobri quanto custou a minha chamada. O CAT tem os seguintes custos:

  • € 0,10 + IVA, por minuto, da rede fixa;
  • € 0,25 + IVA, por minuto, da rede móvel;
  • Faturação ao segundo, após 1.º minuto,

Quanto não ganharão as Finanças dando música ao pessoal? Enfim, fiquei determinado em encontrar um contacto alternativo. Não consegui encontrar um número alternativo para o CAT, mas encontrei no Portal das Finanças uma página com os contactos dos serviços. Na folha de cálculo que aí se encontra tem os contactos de todos os serviços de Finanças do país, incluindo o número de telefone. Também estão listados os contactos dos Serviços Centrais. Todos esses contactos correspondem a números da rede fixa, que têm um custo muito inferior aos 707, e que estão incluídos em muitos tarifários.  Se alguém souber qual é o número substituto do CAT, para não se pagar o valor acrescentado, podem incluí-lo nos comentários.

Tabelas de retenção na fonte do IRS para 2013

IRS para rendimentos de casado com 2 titulares

IRS para rendimentos de casado com 2 titulares

Para quem anda com dúvidas sobre quanto vai pagar com as novas tabelas de IRS do Orçamento de Estado para 2013, ontem o Governo publicou as tabelas de retenção na fonte de IRS para 2013.

Um recado aos nossos representantes no Governo, os eleitos e não eleitos:

Se os documentos são produzidos com os nossos impostos, será pedir muito que nos deixem aceder às fontes de edição livremente? É que não basta só publicar leis a louvar os formatos abertos. Há que usar os formatos de forma aberta.

Como noutras coisas, não acredito que algo é como é apenas porque o afirma ser. Por isso, pensei lançar os valores num gráfico para tentar perceber a tal “progressividade” do imposto através dos gráficos gerados. Os dados já lançados na folha de cálculo estão disponíveis como sempre na drive partilhada. As tabelas publicadas não estão todas no ficheiro que fiz, mas já deu para lançar o gráfico dos rendimentos de casado com 2 titulares e uma variedade de filhos.

  • Os valores apresentados no gráfico fazem notar pontos em que as linhas que seguem a percentagem a abater do rendimento dão saltos mais íngremes.
  • Outra coisa interessante é verificar alguma preocupação com as famílias com maior número de dependentes até certos rendimentos.
  • No final das escala, onde os rendimentos são considerados elevados, para além da percentagem de imposto a rondar metade dos rendimentos, tanto faz ter 1 filho, como nenhum, como uma equipa de futebol.

Não perder dinheiro nos impostos

Assembleia da República

Foto por Chris Brown (Flickr, Creative Commons CC-BY)

Uma parte considerável do dinheiro que ganhamos vai parar a impostos (IRS e, no caso de trabalhadores independentes, IVA). No entanto estamos a falar de um tópico que muitas pessoas preferem não preparar e deixar para a última hora. E nessa última hora o que interessa é despachar a declaração dentro do prazo para evitar a multa. Ou quando é depois do prazo, despachar a declaração para evitar que a multa cresça. E nessa pressa de última hora há despesas que não são registadas e, como tal, pagamos mais imposto desnecessariamente.

No entanto há um pequeno hábito familiar que pode poupar tempo e garantir que na altura da declaração está tudo a jeito. Definir um recipiente onde todos os recibos são postos. Ao longo dos anos já vi: caixas de plástico, micas, pastas, sacos e centros de mesa em casquinha com tampa (disfarça perfeitamente em cima da mesa de jantar). Cada vez que há uma despesa de educação, saúde, formação ou relacionada com a actividade profissional, põe-se o recibo lá. Demora apenas uns segundos, e pode facilmente poupar centenas de euros todos os anos, porque na altura de dazer a declaração, as despesas estão todas a jeito.

Notas importantes: deve ser algo simples e rápido. Dossiers que implicam encontrar um furador já é demasiado complicado. Para quem tem filhos, habituem-nos a participar. Será dos hábitos mais rentáveis que eles terão.