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Perdendo tempo nas gasolineiras

Pre-pagamento no posto Galp Energia por @RitaMarrafadeC

Pré-pagamento no posto Galp Energia @RitaMarrafadeC

Já aqui me tinha queixado que quando abasteço de mota o mais provável é ter de andar para trás e para diante no posto de abastecimento. Já sabiamos que exigem pré-pagamento aos motociclos, mas algumas bombas de gasolina obrigam também outros condutores a pagar antes de receber o produto.

A @RitaMarrafadeC apresentou no Twitter a versão dela, mas com um detalhe engraçado que eu já sabia e ainda não tinha referido. O pagamento é feito contra um papel que duvido muito sirva para alguma coisa, como podem ver na imagem e como ela própria o refere:

Feito o pagamento, isto é o que entregam na caixa da GALP. Tenho de voltar à caixa depois de abastecer. É surreal!!

Aqui  não me parece que se apliquem quaisquer das leis indicadas pela Liliana A. nos comentários ao post.

Por falta de apoio policial ou tática para nos obrigar a entrar na loja na esperança que façamos uma compra por impulso daquelas coisas que lá são vendidas a preços pouco convidativos, os postos de abastecimento não estão a olhar a meios para obter os seus fins. O nosso tempo serão danos colaterais.

30º gráfico: o das Receitas Correntes do Orçamento de Estado de 2013, dos Gráficos com os dados da Autoinforma e dos truques dos hipermercados

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana falamos de alguns truques menos claros dos hipermercados para convencer os clientes que estão a usufruir de uma promoção movendo os preços ao longo do tempo.

Agradecemos à Autoinforma os dados que disponibilizou para gerarmos o gráfico de compra de motociclos e voltamos a perseguir os Mapas dos Orçamento de Estado de 2013, desta feita os das Receitas Correntes. Falamos das dificuldades de usar os dados nos ficheiros, da manualidade associada aos gráficos que estamos a gerar da proposta de Orçamento de Estado para 2013 e pedimos ao Ministro Vitor Gaspar que nos empreste os ficheiros dele para torturarmos os números.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes.

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Quantas motas se compraram

Vendas de motociclos entre Janeiro de 2011 e Setembro de 2012

Vendas de motociclos entre Janeiro de 2011 e Setembro de 2012 por @designerferro

Agradecendo desde já a gentileza da Autoinforma, podemos dizer-vos que a venda de motociclos, depois de toda a publicidade, poderá ter aumentado, mas nada que para já a quantidade de dados com que gerámos o gráfico nos permita fazer uma análise muito complexa. Os dados para o gráfico estão partilhados no Google Drive.

Com os preços dos combustíveis a aumentar porque sim e porque não, e com as greves a acontecer dia sim dia não, quem quer ir trabalhar e voltar para casa sempre a horas não teve outro remédio que não fosse comprar um motociclo.

Embora o gráfico demonstre que em Julho de 2012 as vendas ultrapassaram a linha das 2100 unidades vendidas, a verdade é que não sabemos se os motociclos vendidos foram para recreio ou para deslocações para o trabalho. O que é de notar é que se venderam bastante mais motociclos entre os 50cc e os 125cc do que com maior cilindrada.

Um motociclo de 125cc é essencialmente para andar na cidade, mas ter aquela potência adicional às 50cc sem ter de tirar uma licença de condução para motociclos com mais de 125cc. Isto aponta para que os portugueses se estejam a desenrascar e a resolver os seus problemas de deslocação com muita força de vontade e espírito de aventura do que lhes é apontado, investindo em meios de deslocação alternativos.

É pena que estas motas todas não sejam elétricas. Eu sei que preferia não estar dependente das variações dos custos de combustível porque faço bastantes kilometros por dia, mas quem circula dentro da cidade pode pensar no motociclo elétrico pois a autonomia será suficiente.

Estacionar quando sair do país pelo Aeroporto de Lisboa

Motociclos por @designerferro

Motociclos por @designerferro

Em tempo falei-vos aqui de como é frustrante ir buscar alguém ao Aeroporto de Lisboa só para descobrir que pagámos caro o parque de estacionamento para estarmos à espera. Na altura sugeri que fossem até à Área de Serviço onde podem tratar da lavagem do carro, usufruir da esplanada ou rever a pressão dos pneus enquanto aguardam pelo vosso passageiro.

Hoje vou até Bruxelas e na preparação da viagem deparei-me com o problema de ter de pagar o transporte de fora de Lisboa até ao Aeroporto ou o estacionamento que estivesse fora. Enquanto a ANA oferece um valor de 5,00 € por dia para estacionar no parque 4, pareceu-me o momento ideal de ginasticar os meus conhecimentos de utilização do Google e dei com esta frase:

Motos

O Parque P3 inclui uma área reservada ao estacionamento gratuito de motos e scooters.

Use a entrada nascente e procure a zona de estacionamento dedicado.

O estacionamento para a Scooter é excelente:

  • Coberto;
  • Com vigilância humana;
  • Com CCTV.

Para uma viagem curta de 2 ou 3 dias a um país da Europa uma mala de mão que não necessite de ir para o porão é mais que suficiente. Uma mala destas leva-se lindamente na Scooter, até porque as que tenho são como uma mochila, mas com as medidas autorizadas a viajar fora do porão.

Portugueses a poupar!

Na entrevista que Passos Coelho deu a semana passada, houve um excerto que passou despercebido, ou do qual não se deu muita importância. O excerto decorre a partir do minuto 36:20, sendo que a parte relevante é a seguinte:

“A poupança em Portugal cresceu significativamente ao longo deste ano. Cresceu ao longo deste ano.”

(…)

“Pode-me perguntar: bem, mas isso não era previsível o ano passado? Talvez fosse previsível, mas não nesta dimensão.”

(…)

“O que é que se passou portanto aqui? O que se passou é que há muita gente, que como dizia e muito bem, ou por receio em relação ao futuro ou por precaução, ou por qualquer outra razão, podia, tinha rendimento para poder gastar e não gastou. Em Julho nós tínhamos um desvio das receitas fiscais de cerca de 1.2 mil milhões de euros. Mais de metade deste valor decorria do facto de se terem vendido menos automóveis. Quer dizer, entre o imposto automóvel e o IVA derivado da venda dos automóveis, respectivamente 285 milhões de euros e 400 milhões de auros, quase 700 milhões de euros, era porque não se tinham vendido automóveis. Apesar de haver pessoas que os podiam ter comprado. Isto, se quiser tem um efeito positivo. Como os carros que compramos vem da Alemanha, vem da Itália, vem da França, e por aí fora. Nós pagamos menos a esses países, mas em compensação as receitas fiscais baixaram.”

Estas observações do Primeiro Ministro merecem uma reflexão.

Perante um cenário de crise os Portugueses fizeram o que era mais adequado: Pouparam!

Aliás, este comportamento da Sociedade até é benéfico, como já revelámos neste artigo.

Os Portugueses podiam ter comprado carros construídos em Portugal, mas já sabemos que são tão poucos os que produzimos, e Passos Coelho nem os referiu…

Aliás, os Portugueses fizeram o que se esperava: em vez de comprarem automóveis, que são caros e pouco económicos, viraram-se para alternativas mais baratas, como a que já descrevemos no Poupar Melhor, relativamente por exemplo à utilização de motociclos.

A venda de motos aumentou 1% em 2011 no segmento que constitui a verdadeira alternativa aos automóveis, e neste ano de 2012, é o segmento que menos cai.

O Estado e o Governo têm muito a apreender com os Portugueses. Em vez de querer mais dos nossos impostos, ou que nós compremos mais automóveis para depois receber o respectivo imposto, o Estado e o Governo têm que se habituar é a gastar menos…

O Estado e o Governo tem de apreender a Poupar Melhor… como nós, os  Portugueses.

Poupar gasolina andando de mota

Litros aos 100 km

Consumo de gasolina em litros por 100 Kilometros

Já aqui vos disse como me propunha poupar na gasolina e no tempo com uma mota e como já usufrui dessa decisão.

Para controlar os resultados fui mantendo com a ajuda de uma App para o iPhone os registos dos consumos que fui fazendo desde que comprei a mota. Os dados recolhidos são os que partilho aqui convosco.

Aquilo que podem ver é que o consumo oscila entre os 3,4 litros e os 3,7 aos 100 km, o que é justificável pelo tipo de condução que vou fazendo.

A mota que escolhi tem os melhores rendimentos à 6 mil rotações por minuto, o que a leva facilmente a prestações entre os 100 e os 110 km/h, mais que suficiente para auto-estrada.

Yamaha Xmax e 2 capacetes

1 Yamaha Xmax e 2 capacetes por @designerferro

Na cidade, os seus 200 kg de peso equilibram-se lindamente entre o trânsito e a sua aceleração garantem-me distância suficiente de todos os outros condutores para não ter de me preocupar com batidas por trás.