Digitalizar fotografias com um smartphone

Instructables - Scan Photo With Your Mobile Phone

Instructables – Scan Photo With Your Mobile Phone

O site Instructables tinha no passado dia 26 de fevereiro apresentado uma solução tão simples para criar um digitalizador de fotografias para smartphones que até é de estranhar ninguém ainda tivesse feito um. Não se trata de uma das milhentas app que existem para fotografar documentos e corrigir o enquadramento. Essas sofrem todas do mal de terem a iluminação incorreta para o objetivo.

A ideia é criar com algumas placas de plástico e uns LED uma caixa de luz com um pequeno buraco para a câmara do smartphone. A luz dos LED e a caixa de plástico branca fazem com que a iluminação fique em condições suficientes para o que me parece ser um projeto de sucesso.

Estas placas de plástico podem ser daquelas que se compram nas papelarias para fazer maquetes.

Ainda não experimentei isto, mas quando quiser digitalizar as minhas fotos antigas, vou usar esta solução. Fica aqui o registo.

 

Abaixo os números 808!

Os números 808 são um dos resquícios das telecomunicações de há muitos anos atrás. Já nem todos se lembram do anterior Plano de Numeração, em que era preciso marcar indicativos.  Uma parte da história da transição, que se verificou a 31 de Outubro de 1999, está disponível nesta página do Órgão Regulador. Para um enquadramento mais alargado, das comunicações em Portugal, este documento é provavelmente o mais completo online.

Sucede que os números 808, também conhecidos por números azuis, prometem que apenas se paga o equivalente a uma chamada local. Acontece que o conceito de chamadas locais há muito que desapareceu, mas esta relíqua manteve-se. Com a agravante que a grande maioria dos tarifários actuais permite chamar sem custos para os telefones fixos nacionais. Com excepção destes claro, que continuam a ser pagos como números especiais.

Aqui no Poupar Melhor entendemos que é altura de ir acabando com este engodo aos consumidores! Como não podemos fazer nada para acabar com os números, podemos pelo menos publicitar os números 808 mais conhecidos, e o exemplo daquelas empresas que já publicitam os números alternativos, sem custos para os utilizadores. Muitas vezes a coberto de se ligar do estrangeiro, pois não é possível ligar para os 808 fora do país.

Para isso criamos a página 808, que enumera os tais 808 que descobrimos (deixem-nos nos comentários outros que não tenhamos incluído), nos quais complementamos com a informação do número fixo para o qual se pode ligar em alternativa.

O objectivo é consciencializar as empresas a abandonarem estes números arcaicos, e substituí-los por outros sem custos para os utilizadores. É claro que algumas sentir-se-ão tentadas a usar os 707, que ainda são mais penalizadores, mas vamos pensar que eles não quererão chatear os consumidores…

Políticos e Poupança

Já aqui relatamos no passado vários episódios infelizes, da relação entre Políticos e Poupança. Um dos primeiros exemplos foi a lamentação do ex Primeiro Ministro, porque os Portugueses estavam a poupar. Mas o actual também já deu o seu contributo, com os #ConselhosDoCosta… As calinadas dos responsáveios ministeriais também já foram muitas, mas a do anterior Ministro do Ambiente é de longe a mais evidente.

A mais recente é a do Ministro da Economia, que na sexta-feira afirmou “Muitos portugueses estão a pagar impostos em Espanha e é algo que temos que em primeiro lugar pedir aos portugueses que não façam“. Tudo a propósito da evidente tentação de abastecer em Espanha, tal a diferença de preços! Começam agora a surgir as evidentes conclusões que já relatavamos neste artigo, e que só um político cego era incapaz de ver.

O problema dos políticos de hoje é pensarem que continuamos todos estúpidos! Para além do combustível, temos mais exemplos. Então, se se pode voar de Ryanair para um aeroporto europeu e comprar uma qualquer tralha electrónica, e com isso pagar o bilhete, isso chama-se Lei da Cópia Privada. A migração de sucata velha da Alemanha, e outros países, vai contribuir para um parque automóvel mais velho, poluidor, inseguro, pois os incentivos impostos vão nesse sentido

Enfim, ainda não chegamos às aberrações venezuelanas, mas não estaremos longe! De ter carros novos mais baratos que os carros usados. De comprar bilhetes de avião, mas depois não aparecerem nos aeroportos. Por falar em aviões, contratarem várias dezenas de 747’s para entregar notas quase sem valor, notas essas que podem ter quatro taxas de câmbio distintas!!! E quando tiverem notas, só se pode ir às compras nos dois dias que nos são determinados por semana. Se não puderem ir às compras, sempre podem ser utilizadas como guardanapos, ou então como papel higiénico na sanita.

Parafraseando Scolari: e os burros, somos nós, senhor Ministro?

Editar imagens vetoriais

Inkscape - editor de imagens vetoriais

Inkscape – editor de imagens vetoriais

Se necessitarem de editar uma imagem vetorial, mas não puderem gastar dinheiro em licenças de software profissional, podem usar o Inkscape. Este programa é o equivalente ao Adobe Ilustrator, Freehand ou Corel Draw.

Longe vai o tempo em que deixei de trabalhar em design. Nessa altura tinha acesso a todo o tipo de software profissional para editar imagens que hoje não tenho.

Os programas de computador para tratamento e edição de imagens não são baratos. Por isso tenho usado algumas alternativas quando esporadicamente tenho de editar alguma imagem.

Para terem ideia da frequência com que recorro a este tipo de programas, a última vez que editei uma imagem foi quando fizemos o logotipo do Poupar Melhor.

Só voltei a usar agora novamente porque a Apple alterou os requisitos do iTunes para o seu diretório de podcasts. Por causa disso lá tive de usar um programa de edição de imagem vetorial. Lá fui buscar a imagem original em vetores para gerar uma imagem de 3000×3000 pixeis, tal como exige a Apple para o iTunes.

Uma app para a lista de compras que liga com o Pebble Time


Esta semana encontrei na app store do Pebble uma app para a lista de compras que liga ao Pebble Time. Chama-se Grosh app e tem um site e uma app para Android e iPhone.

Como podem ver pelo vídeo, o que está em causa não é tanto uma lista genérica de tarefas, mas algo concreto que sirva para fazermos as compras.  A app online e no smartphone permitem partilhar uma lista de compras entre várias pessoas.

Pessoalmente ainda estou a usar o Checklist. Esta aplicação do Pebble Time permite falar para o relógio e cria um item por cada frase que ditamos. O problema, como muito bem apontou a minha mulher sobre esta solução, é que não posso partilhar com ela o que ditei para o relógio.

 

Post-publication Peer Review

No seguimento da polémica envolvendo a investigadora Sónia Melo, descobri um conceito que desconhecia: Post-publication Peer Review.

Sou bastante crítico do processo actual de peer-review. No passado, abordamos a ciência a metro, bem como a referência a que metade da Ciência é falsa… Sempre defendi que a Ciência tem que se actualizar e adaptar, nomeadamente ao ritmo do Mundo Moderno.

Pois bem, o Post-publication Peer Review é um passo nesse sentido, e foi isso que permitiu “topar” a investigadora Portuguesa. Tudo começou no site PubPeer, em Agosto do ano passado, onde alguém chamou a atenção para problemas em papers da investigadora premiada. As vantagens de um site deste género foram claramente enumeradas no respectivo blog:

  • Carácter anónimo das contribuições, permite tal como no processo tradicional de peer-review, evitar personalizar a ciência, pois em determinados domínios, são tão poucos os cientistas, que qualquer contribuição poderia ser demolidora, nomeadamente em termos de resposta, abuso de poder, etc. Tal permite nomeadamente encorajar contributos, mesmo que vindos de alguém irrelevante em termos científicos.
  • A centralização nalguns sites de comentários facilita o trabalho associado, evitando nomeadamente o de ter que se percorrer muitos websites, alguns com entradas restringidas.
  • Existência de alertas, que permite seguir a investigação em determinados tópicos e publicações.

Outro site particularmente interessante é o For Better Science. A investigadora Sónia Melo também foi aí referenciada, num longo artigo. É mais limitado em termos de alcance, mas contribui para chamar a atenção para a má ciência que se faz. Aliás, os cientistas não são apenas o que produzem nova Ciência, mas os que acabam com a má Ciência. Veja-se o exemplo desta investigadora, cuja função é também catar gráficos inconvenientes, antes deles verem a luz.

É claro que o processo final passa pela retratação dos maus artigos científicos. Neste âmbito, o site Retraction Watch é uma referência. A Sónia Melo também tem uma referência, e nesse artigo se verifica que ela não gosta de comentários anónimos. Infelizmente, em Ciência, não é a personalização que interessa, mas sim a Ciência. Nada mais…